Meditação mindfulness associada com níveis mais reduzidos de stresse

shamatha mindfulness
A ideia de que podemos treinar as nossas mentes de uma forma que promove hábitos mentais saudáveis e que esses hábitos podem ter um impacto nas relações mente-corpo não é nova, tem sido já milhares de anos em várias culturas e ideologias."

As perseverações cognitivas que incluem preocupação e ruminação sobre eventos passados ou futuros podem prolongar a libertação de cortisol, uma hormona do stresse, que, por sua vez, que pode contribuir para trajetos de pré-doença e prejudicar a saúde física e mental. O Treino de meditação pode aumentar o mindfulness auto-relatado, o que tem-se associado a reduções da perserverança cognitiva.


A investigação do Projeto Shamatha, da Universidade da Califórnia, em Davis, sugere que focar no presente, ao contrário de deixar a mente vaguear, pode ajudar a diminuir os níveis do cortisol.
A capacidade de concentrar recursos mentais na experiência imediata é um aspecto de mindfulness (atenção plena), e que pode ser melhorada através do treino meditativo.
Este é o primeiro estudo a mostrar uma relação direta entre o cortisol, avaliado em situação de descanso, e pontuações numa escala de mindfulness
afirmou Tonya Jacobs, uma investigadora de pós-doutoramento na UC Davis Center for Mind and Brain e primeira autora de um artigo, publicado na revista Health Psychology.


Altos níveis de cortisol, uma hormona produzida pelas glândulas adrenais, estão associados com o stresse físico e/ou emocional. A libertação prolongada desta hormona contribui para efeitos adversos sobre uma série de sistemas fisiológicos e psicológicos.

O Projeto Shamatha, um estudo global de longo prazo com grupos-controlo pretende avaliar os efeitos do treino de meditação sobre a mente e o corpo.
Liderados por Clifford Saron, investigador associado ao Centro de UC Davis Center for Mind and Brain, o Projeto Shamatha tem chamado a atenção de cientistas e estudiosos budistas, incluindo o Dalai Lama, que aprovou o projeto.

No novo estudo, Jacobs, Saron e colaboradores usaram um questionário para medir aspectos de mindfulness entre um grupo de voluntários antes e depois de um retiro intensivo de meditação de três meses. Eles também mediram os níveis de cortisol na saliva dos voluntários.

Durante o retiro, o académico Budista e professor B. Alan Wallace, do Santa Barbara Institute for Consciousness Studies, treinou os participantes em competências atencionais, como por exemplo mindfulness na respiração, observar os eventos mentais, e observar a natureza da consciência. Os participantes também cultivaram estados mentais benevolentes, incluindo bondade, compaixão, alegria empática e equanimidade.


Resultados

A nível individual, verificou-se uma correlação entre uma alta pontuação em mindfulness e menores níveis de cortisol, tanto antes como depois do retiro. As pessoas cuja pontuação de mindfulness aumentou após o retiro apresentaram uma diminuição no cortisol.

"Quanto mais uma pessoa relatou ter direccionado os seus recursos cognitivos para a experiência sensorial imediata e para as tarefas no momento presente, menor o cortisol em situação de descanso", disse Jacobs.

A investigação não apresentou uma causalidade direta (causa-efeito), Jacobs enfatizou. Ela observou que este efeito poderia ser nos dois sentidos – níveis reduzidos de cortisol podem levar a um estado mais profundo de mindfulness, ou ao contrário. As pontuações no questionário de mindfulness aumentaram da pré para a avaliação pós retiro, enquanto os níveis de cortisol, em geral, não se alteraram.

Segundo Jacobs, o treino da mente na concentração na experiência imediata pode reduzir a propensão a ruminar sobre o passado ou a preocupar-se com o futuro, os processos de pensamento que têm sido associadas à libertação de cortisol.

"A ideia de que podemos treinar as nossas mentes de uma forma que promove hábitos mentais saudáveis e que esses hábitos podem ter um impacto nas relações mente-corpo não é nova, tem já milhares de anos em várias culturas e ideologias", disse Jacobs. "No entanto, essa ideia está apenas a ser integrada na medicina/psicologia ocidental à medida que a evidência objetiva se acumula. Felizmente, estudos como este contribuem para esse esforço."

Saron notou que neste estudo os autores usaram o termo "mindfulness" para se referirem a comportamentos que estão presentes num questionário de mindfulness particular, que foi a medida utilizada no estudo.
"O questionário avaliou a propensão dos participantes a largarem os pensamentos angustiantes e a atender a diferentes domínios sensoriais, tarefas diárias, e aos conteúdos atuais das suas mentes. No entanto, esta escala, pode refletir apenas um subconjunto de qualidades que compõem a qualidade mais elevada de mindfulness, tal como é concebida em várias tradições contemplativas", disse.

Estudos anteriores do Projeto Shamatha têm demonstrado que um retiro de meditação tem efeitos positivos sobre a percepção visual, atenção prolongada, bem-estar sócio-emocional , abrandamento da atividade cerebral e da atividade da telomerase, uma enzima importante para a saúde a longo prazo das células do corpo.


Bibiografia
University of California Davis (UCD). (2013, March 28). Mindfulness from meditation associated with lower stress hormone.

ScienceDaily. Retrieved December 15, 2014 from www.sciencedaily.com/releases/2013/03/130328142313.htm

13-15 Mar | A Bioenergética da Meditação Zen


c/ Mestre Zen DOKUSHÔ VILLALBA
A prática da meditação Zen é um processo pelo qual a matéria é transformada em energia e a energia em luz: a luz da consciência.
Dokushô Villalba

Centro Mindfulness e Ciência Contemplativa


INTRODUÇÃO

A bioenergética estuda a energia da vida.No Universo tudo é constituído por e de energia, e no ser humano esse elemento está profundamente ligado à respiração, que por sua vez está conectada com os processos que envolvem os movimentos da nossa musculatura. O acto de respirar é o mais importante e essencial para a manifestação da vida no ser humano.
A bioenergética é considerada uma aproximação psicoterapêutica que permite que as pessoas se reconectem com o seu corpo. Nesta jornada de autoconhecimento, o indivíduo liberta as suas tensões agudas, permanentes, bem como as suas emoções, sentimentos contidos, formas cristalizadas de ver o mundo, além de impulsionar o movimento imprescindível para a vida.



Curta apresentação do Seminário


A mente do ser humano, as suas emoções, corpo e os processos energéticos que os sustentam são aspectos de uma realidade única e unitária. Um princípio do Budismo Zen ensinado por Eihei Dôgen afirma: shinjin ichinyo, corpo e mente não são dois. 
Neste seminário iremos explorar, através da experiência, a relação entre:
- Corpo (matéria e forma); 
- Energia (processos energéticos);
- Mente (emoções e pensamentos).

Os pensamentos e emoções influenciam e determinam os fluxos de energia e estes condicionam a materialidade e a forma do corpo. Pelo contrário, a materialidade e a forma do corpo condicionam os fluxos de energia e estes as emoções e os pensamentos.

A forma da postura zazen facilita e estimula um determinado fluxo de energia, que por sua vez promove um certo estado mental e emocional. Mas a postura zazen no início da prática é fortemente influenciada pela condição corporal do praticante, que é o resultado dos seus fluxos de energia, e estes do seus estados mental e emocional.

Em geral, o corpo está sob o controlo da armadura muscular. Esta constitui a consolidação de determinados processos energéticos intimamente ligados a padrões emocionais e mentais ou cognitivos.


Neste seminário vamos explorar a estrutura muscular e as várias formas que pode assumir, relacionando-as com determinados fluxos e processos energéticos que as sustentam, e conectando ambos aspectos com estados mentais e emocionais específicos. Vamos usar a matriz de análise bioenergética para entender a dinâmica gerada pela prática de zazen e vamos experimentar com técnicas corporais de desbloqueio. Tudo isto com o objectivo de se estabelecer uma posição de meditação estável e fluída e estabilizando-nos num estado mental e emocional equilibrado, sereno e lúcido.

Destinatários: Aberto a todas as pessoas, com ou sem experiência na prática meditação. Este retiro dirige-se a todas as pessoas que querem iniciar ou que estejam numa fase inicial da prática meditativa. Que procurem a porta da Paz e da Felicidade. Uma oportunidade para aprender directamente com um dos grandes mestres Zen.



ORIENTADOR

Francisco Dokushô Villalba (Utrera, Sevilha, 1956 ) é o fundador da Comunidade Budista Soto Zen e do Templo Luz Serena.

Dokushô Villalba recebeu a ordenação de monge Zen em 1978 do Venerável Mestre Taisen Deshimaru, sob cuja orientação estudou em Paris até à sua morte, ocorrida em 1982.

Desde 1984 continuou a estudar com o Venerável Mestre Shuyu Narita Roshi, abade do templo Todenji, na província de Akita no Japão. 

Em 1987 recebe do mestro Narita a Transmissão do Dharma e a autorização expressa para ensinar o Zen e de criar comunidades Zen. Em 1987 recebe do mestre Narita a Transmissão do Dharma e a expressa autorização para ensinar o Zen e criar comunidades Zen.

Em 1989, a Associação Zen da Espanha torna-se na Comunidade Budista Zen. Nela estão integrados os centros Zen de Santa Cruz de Tenerife, Alicante, Ourense, Tui, Bilbao, Zaragoza, Murcia, Las Palmas de Gran Canaria ... assim como várias centenas de pessoas que fizeram da prática do zazen um ponto de referência nas suas vidas.

Também em 1989, funda o Templo Zen Luz Serena (comemorou recentemente 25 anos), localizado numa zona montanhosa da província de Valência, onde actualmente reside numa pequena comunidade de moradores, de acordo com um modelo de vida baseado no espírito Zen.

Em 1990 ,é reconhecido pelas autoridades da escola Soto Zen Japonês (Sotoshu Shumucho) como um mestre qualificado para transmitir o Zen em Espanha (kaigai kyoshi). Tem a capacidade de transmitir  o Dharma Zen em linguagem actualizada, tornando-a compreensível pela sua simplicidade e adaptabilidade à mentalidade ocidental.

Recentemente, A Universidade de Zaragoza e a comunidade Budista Soto Zen, respresentada por Dokushô Villalaba, assinaram um acordo de cooperação de investigação sobre os efeitos da meditação zen, especialmente em meditadores de longa duração. Três linhas de investigação foram abertas: 1) Estudo genético; 2 Estudo de neuroimagem funcional e; 3) Análise da retina com tomografia de coerência óptica.

É Autor e tradutor de vários livros, professor e conferencista de renome.
+ Informações sobre Dokushô Villalba;
wikipedia
facebook

Comunidade Budista Soto Zen:
facebook
website

Necessito Fazer Um Retiro Meditativo? 
Ler mais



PROGRAMA

QUINTA-FEIRA 12: Conferência pública (local a designar | Porto). Entrada gratuita.

SEXTA-FEIRA 13: (em Barcelos)
18.00 Chegada dos participantes, recepção e instalação
19.00 Introdução à Meditação Zen (*)
21:00 Jantar
22:00 Círculo de apresentação
23:00 Descanso

SÁBADO 14:
07:00 Despertar
07:30 Zazen (30-15-30 m) Teste 1
09:00 Pequeno-almoço
10:00 SESSÃO DE TRABALHO 1.
11:30 Descanso
12:00 SESSÃO DE TRABALHO 2.
13:30 Descanso
14:00 Almoço.
15:00 Descanso
16:30 SESSÃO DE TRABALHO 3, trabalho corporal.
18.00 Zazen (30-15-30 m.) Teste 2
19:30 Descanso
20:00 Jantar
21.30 Zazen (30-15-30 m) Teste 3
23:00 Descanso

DOMINGO 15:
07:00 Despertar
07:30 Zazen (30-15-30 m) Teste 4
09:00 Pequeno-almoço.
10:00 SESSÃO DE TRABALHO 4
11:30 Descanso
12:00 Zazen (30m) Teste 5
12:30 Partilha em Conjunto
14.00 Almoço
Despedida

(*) Cada participante deve ter um zafu (almofada de meditação zen). Outros tipos de almofadas não são adequados.



CUSTO

Praticamos custos escalonados, baseados na economia da generosidade e da partilha (mais informações no final da página), para permitir que cada pessoa escolha de acordo com as suas possibilidades financeiras.

Custo: 
A. 170 a 190€ (+ disponibilidade)
B. 150 a 170€ (- disponibilidade)
C.  140 a 150€ (concessão)

O custo total do retiro será o valor da estadia + alimentação + o valor da orientação. Inclui duas dormidas, a ceia do dia de chegada, todas as refeições de Sábado e pequeno-almoço e almoço de Domingo.

Data limite para inscrição:
15 de Fevereiro

Agravamento:
Depois de 31 de Janeiro acresce 30€ ao valor inicial da inscrição.

Cancelamento:
Até 15 de Fevereiro reembolso de 80%. A partir dessa data não há reembolso.

Notas:
- É necessária inscrição prévia através do preenchimento do formulário que se encontra no fim desta página.
- Após o preenchimento, receberá um mail indicando a disponibilidade de vaga e mais informações.
- Convém trazer roupas largas, uma almofada e um tapete. Caso não disponha, P.F., solicite-nos.
- Estimula-se a partilha de boleias. Mais perto do evento inicia-se a troca de contactos dos interessado(a)s.
- Programa sujeito a pequenas alterações

Onde:
Situado em Barcelos, a Casa Silva dispõe de quartos com excelentes condições (individual ou duplo), todos com wc e banho privativo e com luz natural. Camaratas disponíveis para quando quartos esgotarem. Existe um bosque onde se irá fazer actividades, como por exemplo meditação caminhando.


* Economia da generosidade e da partilha
A proposta de uma vida mais consciente tem que, imperativamente, estender-se a todas áreas que nos influenciam. Preconiza-se um modelo que leva em conta as necessidades dos seres humanos envolvidos na situação - quem oferece uma actividade e quem nela participa - um modelo que permita cada um dar o contributo que pode.

O objetivo é permitir que cada um escolha o contributo que vai dar, de acordo com as suas possibilidades financeiras no momento.
Por exemplo:
A. ... € a … € (+ disponibilidade) - para quem tem alguma margem, ao valorizar a actividade, possibilita que outros com menos margem também participem.

B. … € a … € (- disponibilidade) - para quem tem pouca margem; contribuindo para que a actividade seja viável.

C. … € a … € (concessão) para quem não tem margem; sabendo que há um equilíbrio na troca entre o conjunto dos participantes.

Se este modelo de contributo não for adequado à sua situação, não hesite em contactar-nos para podermos encontrar outra solução. O montante deve assegurar o equilíbrio entre a sua necessidade de subsistência e a sua necessidade de contributo e partilha. Cada momento da nossa existência apoia-se na generosidade de tudo e todos que nos rodeiam e nos antecederam.




INSCRIÇÃO
Porto, Maia, Matosinhos, Portugal, Lisboa, Espanha, prática, praticar, Meditação, Mindfulness, MBSR, Mindfulness-Based Stress Reduction, Reduação de Stress baseado em Mindfulness, Budismo, Zafu, Saúde, Formação, Buddhism, donate, doar, saúde, bem-estar, ansiedade, depressão, yoga

Mindfulness é tão eficaz quanto a Terapia Cognitivo-Comportamental na Depressão e Ansiedade

saúde mindfulness
sto significa que o tratamento mindfulness em grupo deve ser considerado como uma alternativa para a psicoterapia individual, especialmente em centros de cuidados primários de saúde ...

Mindfulness é tão eficaz quanto a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC)  individual  em pacientes com depressão e ansiedade, de acordo com um novo estudo da Universidade de Lund, na Suécia e na Região de Skåne. Este é o primeiro estudo aleatório controlado a comparar o tratamento Psicológico utilizando Mindfulness em grupo e a TTC individual em pacientes com depressão e ansiedade em cuidados de saúde primários.

Na primavera de 2012 os pacientes com depressão, ansiedade ou reações ao stresse graves foram aleatoriamente distribuídos para o grupo de tratamento mindfulness com cerca de 10 pacientes ou para o tratamento tradicional (TTC, essencialmente individual). Os pacientes também receberam um programa de treino privado e foram convidados a gravar os seus exercícios num diário. O tratamento durou 8 semanas. O praticante e instrutor de mindfulness Ola Schenström projetou o programa de treino de mindfulness para formar os instrutores.


Um total de 215 pacientes foram incluídos no estudo. Antes e após o tratamento, os pacientes do grupo de mindfulness e do grupo de tratamento tradicional responderam a questionários que estimaram a severidade da sua depressão e ansiedade. Verificou-se que os sintomas auto-relatados de depressão e ansiedade diminuíram em ambos os grupos durante o período de tratamento de 8 semanas. Não houve diferença estatística entre os dois tratamentos.

Os resultados do estudo indicam que o tratamento mindfulness em grupo, conduzido por instrutores certificados, em cuidados de saúde primários, é um método de tratamento tão eficaz como a TCC individual para o tratamento da depressão e ansiedade, afirma Jan Sundquist. 
Isto significa que o tratamento mindfulness em grupo deve ser considerado como uma alternativa para a psicoterapia individual, especialmente em centros de cuidados primários de saúde que não podem oferecer terapia individual para todos.

Publicação:
Mindfulness group therapy in primary care patients with depression, anxiety, and stress and adjustment disorders: A randomized controlled trial
Jan Sundquist, Åsa Lilja, Karolina Palmér, Ashfaque A. Memon, Xiao Wang, Leena Maria Johansson, Kristina Sundquist
British Journal of Psychiatry, publicado online Novembro 27, 2014

Autocompaixão - o que é?

emocoes mindfulness
É interessante que noutras áreas das nossas vidas nós entendemos que ser duro não funciona. Tomemos o exemplo da parentalidade. Décadas atrás pensava-se que a punição...
Muitos de nós estamos habituados a ser demasiado autocrítico(a)s. Não será surpreendente, pois na nossa sociedade somos ensinados a ser duro(a)s a nosso respeito, muitas vezes com excesso de culpabilidade, desde as nossas ações até à nossa aparência. A autocrítica tem sido o caminho preferido para o sucesso. Raramente pensamos em nós mesmos mostrando bondade ou até mesmo se o fizermos, preocupamos-nos, pois podemos ser egoístas, complacentes ou arrogantes.

Mas a investigação tem descoberto que a autocrítica tem o potencial para sabotara nossa vida e produz uma variedade de consequências negativas. Por exemplo, de acordo com Kristin Neff, Ph.D., professora associada de desenvolvimento humano na Universidade do Texas, em Austin, os estudos têm demonstrado que a autocrítica pode levar a baixa auto-estima, ansiedade e depressão. Neff é a autora de diversos livros e artigos científicos sobre a autocompaixão e desenvolveu, em conjunto com Germer o programa de treino em compaixão Mindful Self-Compassion.


A autocompaixão tem sido associada a um maior bem-estar, incluindo diminuição da ansiedade e depressão, competências emocionais para lidar como os problemas mais eficazes e compaixão pelos os outros. Pode ser considerada com um conceito constituído por 3 dimensões.

1. Autobondade: Ser bondoso(a), gentil e compreensivo(a) com você mesmo(a) quando está em sofrimento.

2. Condição Humana Comum: Perceber que não está sozinho nas suas lutas. Quando estamos em luta temos a tendência nos sentirmos especialmente isolados. Tendemos a pensar que somos os únicos a enfrentar a perda, a cometer erros, a nos sentirmos rejeitados ou a falhar. Mas são essas mesmas lutas que fazem parte da nossa experiência partilhada, como seres humanos.

3. Mindfulness: Observar a vida como ela é, sem julgar ou suprimir os seus pensamentos e sentimentos.  Envolve a permissão e a aceitação dos sentimentos próprios, sem uma excessiva sobre-identificação com os mesmos.


Mitos sobre a autcompaixão

Numa sociedade que cultiva valores de competição, é fácil proliferarem mitos associados à autocompaixão. Abaixo, Neff dissipa alguns desses mitos comuns e que podem ser sérios obstáculos no caminho das pessoas que procuram ser gentis com elas mesmos.

Mito: A autocompaixão é auto-piedade ou egocentrismo.
Fato: A auto-piedade é estar imerso nos seus próprios problemas, esquecendo-se que outros lutam, também. No entanto, ser auto-compassivo é ver as coisas exatamente como elas são - nem mais nem menos, ela disse. Significa reconhecer que está a sofrer, embora reconhecendo que os outros têm problemas semelhantes ou estão a sofrer ainda mais. É colocar os seus problemas em perspectiva.

Mito: A autocompaixão é autoindulgência.
Fato: Ser autocompassivo não significa buscar unicamente o prazer, disse Neff. Não está a esquivar-se das responsabilidades ou a ser preguiçoso. Em vez disso, a auto-compaixão concentra-se em aliviar o sofrimento.

Mito: A autocrítica é um motivador eficaz.
Fato: Não há realmente nada de motivador em criticar-se a si mesmo, afirma Neff, porque poderá conduzir a que tema o fracasso e a que perca a confiança em mim mesmo. Mesmo se conseguir grandes realizações, tem muitas vezes uma visão negativa de si mesmo(a).

É interessante que noutras áreas das nossas vidas nós entendemos que ser duro não funciona. Tomemos o exemplo da parentalidade. Décadas atrás pensava-se que a punição e a crítica severas eram eficazes em manter as crianças "na linha", ajudando-as a aprender e a fazer o bem. No entanto, hoje sabe-se que ser um pai/mãe que apoia e incentiva é mais benéfico. A autocompaixão age como um pai/mãe carinhoso(a). Assim, mesmo quando não desempenhar da forma como gostaria, ainda está solidário e permite aceitar-se a si mesmo. Como um pai amável, o seu apoio e amor são incondicionais e percebe que está tudo bem, mesmo que não seja perfeito.

Isso não significa ser complacente. A autocrítica derruba-nos; presume que "eu sou fraco." A autocompaixão, no entanto, concentra-se na mudança do comportamento que está na causa da sua infelicidade e mal-estar.


Estratégias para cultivar a auto-compaixão

Ser autocompassivo pode parecer estranho no início. Isso pode ser mais difícil para alguns indivíduos, especialmente se já experimentaram situações traumáticas fortes. Por isso é importante trabalhar com um terapeuta.

Estas estratégias podem ajudar.

1. Pense em como iria tratar alguém. A coisa mais simples que pode fazer, de acordo com Neff, é imaginar o que faria se alguém próximo veio até si depois de ter falhar ou de ser rejeitado(a). O que diria a essa pessoa? Como iria tratá-lo(a)?

2. Tenha cuidado com a sua linguagem. Pode estar tão acostumado(a) a criticar -se a si mesmo que nem percebe que o está a fazer. Por isso, ajuda prestar especial atenção às palavras que usa para falar consigo mesmo. Se não diria as mesmas afirmações para alguém que gosta, então está sendo autocrítico(a), disse Neff.

3. Conforte-se com um gesto físico. Gestos físicos calorosos têm um efeito imediato sobre os nossos corpos, ativando o sistema parassimpático, que acalma o nosso sistema, disse Neff. Especificamente, gestos físicos "vão tirá-lo(a) da sua cabeça e deixá-lo(a) no seu corpo", disse ela, o que é importante uma vez que "a mente gosta de fugir com narrativas." Por exemplo, ela sugere colocar as mãos sobre o coração ou simplesmente segurar o seu braço. A maior do gestos são úteis.

4. Memorize um conjunto de frases compassivas. Sempre que der por si a dizer/pensar: "Eu sou terrível", ajuda a ter algumas frases preparadas. Escolha declarações que realmente tenham eco em si. Combinando isso com um gesto físico - como as mãos sobre seu o coração - é especialmente poderoso, disse Neff. Ela usa as seguintes frases:

* Este é um momento de sofrimento.
* O sofrimento faz parte da vida.
* Que eu possa ser gentil comigo mesmo neste momento.
* Que eu possa dar-me a compaixão que eu preciso.
Porto, Maia, Matosinhos, Portugal, Lisboa, Espanha, prática, praticar, Meditação, Mindfulness, MBSR, Mindfulness-Based Stress Reduction, Reduação de Stress baseado em Mindfulness, Budismo, Zafu, Saúde, Formação, Buddhism, donate, doar, saúde, bem-estar, ansiedade, depressão, yoga

17 Set | Mindfulness e Auto-Compaixão (M.S.C.)













MINDFULNESS E

AUTO
COMPAIXÃO

Programa de treino em Mindful Self-Compassion (MSC) de C. K. Germer e K. Neff

Orientado por
Vicente Simón (Psiquiatra) e Marta Alonso (Psicóloga) | AEMIND




17 a 20 SET 2015 | Barcelos




INTRODUÇÃO

O MSC (Mindful Self-Compassion) é um programa de treino, com forte apoio empírico, projetado para cultivar a capacidade de compaixão e de amor incondicional consigo mesmo. Baseado nas investigações inovadoras de Kristin Neff e na experiência clínica de Christopher Germer, o MSC ensina princípios e práticas que permitem aos participantes responder aos momentos difíceis das suas vidas com bondade, atenção e compreensão, curando a relação consigo mesmo

Asociación Española de Mindfulness



OUTROS EVENTOS




O MSC pode ser aprendido por qualquer pessoa, até mesmo aquele(a)s que não receberam afeto suficiente na infância ou que se sentem desconfortáveis quando são bondoso(a)s consigo mesmo(a)s. É uma atitude corajosa que nos protege do dano, incluindo danos que involuntariamente infligimos a nós mesmos através da auto-crítica, do isolamento ou da introspeção obsessiva. Compaixão por si mesmo traz força emocional e resiliência, permitindo-nos reconhecer as nossas falhas, motivando-nos com bondade, a perdoar a nós mesmos quando necessário, ajudando a relacionar-nos com os outros a partir do coração e a sermos verdadeiramente nós mesmos.
OBJETIVOS DO CURSO
Quando o participante finalizar o curso pretende-se que seja capaz de:

► Deixar de tratar-se a si mesmo com dureza;
► Gerir as emoções difíceis com facilidade;
► Motivar-se a si mesmo dando-se ânimo em vez de criticar-se;
► Transformar as relações difíceis, tanto antigas como novas;
► Chegar a ser o melhor cuidador de si mesmo;
► Aprender exercícios de mindfulness e de auto-compaixão para a vida quotidiana;
► Saborear a vida e cultivar a felicidade;
► Compreender a teoria e parte da investigação subjacentes à auto-compaixão.
DESTINATÁRIOS
Dirigido a:
► Qualquer pessoa que queira aprofundar a prática da autocompaixão;
► Profissionais de saúde;
► Educadores;
► Outras pessoas interessadas.
► O certificado final será entregue a quem participar em todas as sessões. Para a realização do curso não é necessária experiência, nem conhecimentos prévios em Mindfulness.




A coisa mais fascinante sobre a compaixão é que quando ela emerge espontaneamente em si uma
porta interior abre-se para aquela experiência original de amor, que é parte de sua realidade fundamental.


~ Sua Santidade o Dalai Lama


Orientadores



Vicente Simón



Vicente Simón é professor de Psicobiologia, investigador e docente experiente.
Estudou medicina na Universidade de Valência e terminou o doutoramento nessa universidade em 1973. O seu interesse em expandir o conhecimento levou-o a trabalhar como um Investigador Auxiliar (Wissenschaftlicher Assistent) no Departamento de Fisiologia da Universidade de Ruhr (Alemanha). Foi lá que se começou a ‘desviar-se’ da medicina tradicional para o estudo do comportamento.
De volta a Valência especializou-se em Psiquiatria e começou a dar aulas de Psicologia Fisiológica na Escola de Psicologia da Universidade de Valência.
Ganhou o título de Catedrático de Psicobiologia em 1983. Por muitos anos, realizou investigação básica em farmacologia comportamental, tendo publicando diversos artigos científicos em revistas internacionais.

Desde há 20 anos têm-se dedicado ao estudo da consciência e à prática meditação. Em 2007 publicou o revisão "Mindfulness e Neurobiologia", um trabalho pioneiro que coleta os avanços mais significativos neste campo interdisciplinar.

É membro fundador e presidente honorário da Associação Espanhola de Mindfulness, AEMIND (anteriormente amys): a primeira associação de Mindfulness criada em Espanha. Atualmente é professor de cursos de meditação e mindfulness, conferencista de renome e orienta grupos de meditação, especialmente profissionais de saúde mental.

É autor dos livros:
► "Aprender a Praticar a Atenção Plena";
► "Viver Conscientemente" e;
► "Introdução à Mindfulness";
► co-editor de "Mindfulness na Prática Clínica"; e em Português:
► "O Poder da Meditação - Mindfulness"
► A lista completa das publicações podem ser encontradas em:
www.vicentesimon.com e as atividades em: www.mindfulnessvicentesimon.com





Marta Alonso

globalc.es

Marta Alonso Maynard é Psicóloga e Especialista em Psicologia Clínica pelo Ministério da Educação e Ciência. Dirige desde 1995 o Global-C, Centro de Mindfulness e Psicologia Clínica, em Valência, do qual é fundadora.
É reconhecida como Especialista Europeia em Psicoterapia pela E.F.P.A.

Mindfulness é a sua principal abordagem terapêutica na prática clínica. É membro fundador e presidente da Associação Espanhola de Mindfulness, AEMIND (anteriormente amys): a primeira associação de Mindfulness criada em Espanha, de âmbito nacional.

Tem formação no Programa MSC (Mindful Self-Compassion) pelos seus criadores: Christopher Germer e Kristin Neff.

Mestre em Psicologia Clínica e Mestre em Psicoterapia infanto-juvenil pela SEPYPNA (Sociedade Espanhola de Psicopatologia e Psicoterapia de Crianças e Adolescentes). Ensinou no Colégio Oficial de Psicólogos de Valência e docente e conferencista em diversas instituições ao longo dos últimos quinze anos. Desenvolveu este trabalho educativo e informativo, principalmente nas áreas de Mindfulness, Desenvolvimento Pessoal, Dependência Emocional e Relacionamentos Saudáveis. Coordena grupos de prática e treino em Mindfulness e Compaixão para terapeutas e pacientes em todo a Espanha. Tem o Certificado Europeu de Competência Profissional em Psicologia - Europsy.

► Em 2013 publicou com Vicente Simón e outros o livro: "Mindfulness en la Prática Clínica".

Entrevista de Vicente Simón na RTVE
http://www.rtve.es/alacarta/videos/para-todos-la-2/para-todos-2-conciencia-plena-entrevista-vicente-simon/1225613/








O QUE ESPERAR?

Diz-se que "o amor revela tudo, apesar de nós mesmos." Porque pode encontrar algumas emoções difíceis na prática da auto-compaixão, os professores estão empenhados em proporcionar um ambiente seguro e de apoio para esse processo.


Este formato de retiro de 4 dias é uma forma alternativa de experimentar o programa de MSC (MSC; Mindful Self-Compassion) de 8 semanas e pode ser o primeiro passo para a formação posterior que possibilite ministrar cursos baseados em Mindfulness e Autocompaixão. O formato intensivo e o de 8 semanas têm o mesmo programa e número de horas.

Autocompaixão - o que é?
Artigos científicos sobre Auto-Compaixão

As atividades do programa incluem:

► Meditações específicas;
►Curtas palestras;
► Exercícios experienciais;
► Partilhas em grupo.

O objetivo fundamental é que os participantes vivenciem diretamente a experiência da compaixão em relação a si mesmos e aprendam as práticas que a evocam na vida quotidiana.

O MSC é essencialmente um programa de treino em compaixão, em vez de um treino em Atenção Plena, como o MBSR. O MSC também não é psicoterapia, o MSC enfatiza a construção de recursos emocionais, em vez de abordar directamente as velhas feridas. A mudança ocorre naturalmente à medida que desenvolvemos a capacidade de estar com nós mesmos de uma forma mais amigável e compassiva.



Meditações Guiadas MSC



Compasión | Metta hacia uno mismo


Compasión | Tonglen para uno mismo
Mais Meditações Guiadas

INSCRIÇÃO




ORIENTAÇÃO:370€
ESTADIA: 125€ (inclui alojamento + 3 refeições diárias)
DATA LIMITE DE INSCRIÇÃO: 10 de Junho 2015

O custo total do curso é o valor do alojamento + o valor da orientação.

O que recebe cada participante?
► Para além de ter acesso aos altos padrões de qualidade da Associação Espanhola de Mindfulness, cada participante irá receber:
► Manual de trabalho do aluno;
► CD triplo de treino e de meditações guiadas em mp3;
As horas deste curso são convalidadas para futuras formações de formadores em Mindfulness;
► Certificado oficial válido internacionalmente;
(O certificado final será entregue a quem participar em todas as sessões)

Condições de estadia: Quartos com excelentes condições (individual ou duplo), todos com WC e banho privativo e com luz natural. Camaratas disponíveis para quando os quartos esgotarem.



Data | Local
17 a 20 de Setembro 2015 | Barcelos



► Dirigido a: qualquer pessoa que queira aprofundar a prática da autocompaixão: profissionais da saúde, educadores e outras pessoas interessadas. Para a realização do curso não é necessária experiência, nem conhecimentos prévios em Mindfulness.
► O curso será orientado em Espanhol;
► Data limite de inscrição: 15 Junho.
► É necessária inscrição prévia através do preenchimento do formulário disponível - será enviado um e-mail indicando a disponibilidade e informações adicionais.
► Convém trazer roupas largas, uma almofada e um tapete de yoga (caso tenha).
► O Retiro é aberto a todos e não implica nenhum conhecimento teórico ou prático de meditação.
► O curso decorre com um mínimo e máximo de participantes (inscrições limitadas).
► A alimentação pode ser omnívora e vegetariana. Se tiver alguma nota que requeira alteração de alimentação, por favor, avise antecipadamente. No campo destinado a comentários poderá escolher o seu tipo de alimentação.
► O programa está sujeito a pequenas alterações.
► Agravamento: Depois de 01 de Junho acresce 50€ ao valor inicial da inscrição.
► Cancelamento: Até 01 Junho reembolso de 80%. A partir dessa data não há reembolso.


Para mais informações:
e-mail: eventos.spmbe(@)gmail.com
Vítor Bertocchini


Porto, Maia, Matosinhos, Portugal, Lisboa, Espanha, prática, praticar, Meditação, Mindfulness, MBSR, Mindfulness-Based Stress Reduction, Reduação de Stress baseado em Mindfulness, Budismo, Zafu, Saúde, Formação, Buddhism, donate, doar, saúde, bem-estar, ansiedade, depressão, yoga








a meditação (MBSR) pode ser o caminho para o alívio das enxaquecas

De acordo com um novo estudo realizado pelos investigadores do Wake Forest Baptist Medical Center a meditação pode ser o caminho para o alívio das enxaquecas.
O stresse é um factor despoletador conhecido nas dores de cabeça e a investigação tem apoiado os benefícios gerais das intervenções mente-corpo para as enxaquecas, mas não tem havido muita investigação para avaliar as intervenções específicas, padronizadas de meditação, disse Rebecca Erwin Wells, médica, professora assistente de neurologia da Wake Forest Baptist e principal autora do estudo publicado na edição online da revista Headache.
O estudo foi desenhado para avaliar a segurança, viabilidade e efeitos de uma intervenção padronizada de meditação e de yoga, denominada de Redução de Stresse Baseada em mindfulness (MBSR; Mindfulness-Based Stress Reduction) em adultos com enxaqueca.

Dezanove adultos foram divididos aleatoriamente em dois grupos e com 10 elementos a receberam a intervenção MBSR e nove a receberem atendimento médico padrão/”normal”. Os participantes que realizaram as oito aulas semanais para aprender e experimentar as técnicas de MBSR foram orientados a praticar 45 minutos em casa, pelo menos cinco dias por semana.

Os participantes do estudo foram avaliados antes e após o período experimental usando medidas objectivas de incapacidade, auto-eficácia e mindfulness (atenção plena). Eles também mantiveram registos das dores de cabeça durante todo o período experimental para captar a frequência, gravidade e duração das suas enxaquecas.

Descobrimos que os participantes do programa de MBSR apresentaram menor número de enxaquecas e estas eram menos graves", disse Wells. "Os efeitos secundários incluíram dores de cabeça que eram mais curtas de duração e menos incapacitantes, e os participantes tiveram aumentos em mindfulness e auto-eficácia - um sentimento de controlo pessoal sobre as suas enxaquecas. Além disso, não se registou eventos adversos e a adesão foi excelente.
Com base nestes resultados, a equipa de investigação concluiu que o programa de MBSR é uma terapia segura e viável para adultos com enxaqueca. Embora o tamanho da amostra deste estudo piloto tenha sido muito pequeno para detectar alterações estatisticamente significativas na frequência das enxaquecas ou a sua gravidade, outros resultados demonstraram que esta intervenção teve um efeito benéfico sobre a duração da dor de cabeça, a incapacidade, auto-eficácia e mindfulness.
Estudos futuros, com amostras de maior dimensão, devem ser considerados para melhor avaliar o impacto e os mecanismos desta intervenção em adultos com enxaqueca, disse Wells.
"Para os 36 milhões de americanos que sofrem de enxaqueca há grande necessidade de estratégias de tratamento não farmacêuticas e os médicos e os pacientes devem saber que o programa de MBSR é uma intervenção segura que poderá diminuir o impacto da enxaqueca", afirmou Wells.

Porto, Maia, Matosinhos, Portugal, Lisboa, Espanha, prática, praticar, Meditação, Mindfulness, MBSR, Mindfulness-Based Stress Reduction, Reduação de Stress baseado em Mindfulness, Budismo, Zafu, Saúde, Formação, Buddhism, donate, doar, saúde, bem-estar, ansiedade, depressão, yoga

Mindfulness e Grupos de Suporte: nova evidência para a conexão mente-corpo

O Impacto da meditação, grupos de apoio foi observado ao nível celular em sobreviventes de cancro de mama.

Num estudo publicado na revista Cancer investigadores Canadienses descobriram que a prática de meditação mindfulness ou estar envolvido num grupo de apoio tem "um impacto físico positivo" a nível celular em sobreviventes de cancro da mama.

Os autores do estudo, nos Serviços de Saúde do Centro de Cancro Tom Baker, em Alberta, e na Universidade de Calgary, no departamento de Oncologia, demonstraram que os telómeros (marcadores celulares do envelhecimento e longevidade) mantem o seu comprimento em sobreviventes de cancro de mama que praticam meditação ou estão envolvidos em grupos de apoio, enquanto que os telómeros encurtam noutro grupo de sobreviventes de comparação, mas sem qualquer intervenção.


Nós já sabemos que as intervenções psicossociais, como a meditação mindfulness ajudam as pessoas a se sentirem melhor mentalmente, mas agora temos provas de que podem, também, influenciar aspectos chave da sua biologia", diz Linda E. Carlson, PhD, investigadora principal e directora de investigação no Departamento de Recursos Psicossociais no Centro de Cancro Tom Baker.

"Foi surpreendente ver diferenças no comprimento dos telómeros em todo o período de estudo de três meses", diz Carlson, que também é professor na Faculdade de Medicina Cumming, e um membro do Instituto do Cancro de Alberta do Sul. "Mais pesquisas são necessárias para melhor e quantificar estes benefícios de saúde potenciais, mas esta é uma descoberta excitante que proporciona uma notícia encorajadora".

Um total de 88 sobreviventes de cancro de mama, que tinham completado os seus tratamentos por pelo menos três meses, estiveram envolvidos na duração do estudo. A idade média foi de 55 anos e a maioria das participantes tinha terminado o tratamento dois anos antes. Para ser elegível, elas também tinham que ter passando por níveis significativos de stress emocional.

No grupo de Recuperação de Cancro Baseada em Mindfulness (Mindfulness-Based Cancer Recovery), as participantes assistiram a oito sessões oito semanais de grupo de 90 minutos que forneceram instruções sobre a meditação mindfulness e hatha yoga suave, com o objetivo de cultivar a consciência não julgadora do momento presente. As participantes também foram convidados a praticar meditação e yoga em casa por 45 minutos diários.

No grupo de Terapia Expressiva de Suporte, As participantes reuniram-se durante 90 minutos semanais, durante 12 semanas e foram encorajadas a falar abertamente sobre as suas preocupações e os seus sentimentos. Os objetivos foram construir o apoio mútuo e para orientar as mulheres na expressão de uma ampla gama das emoções difíceis e também positivas, em vez de suprimi-las ou reprimi-las.

As participantes colocadas aleatoriamente no grupo de controlo participaram num seminário de seis horas de gestão de stress. Através das análises ao sangue de todas as participantes, antes e depois das intervenções, foi possível avaliar o comprimento dos telómeros.

Os cientistas mostraram um efeito a curto prazo destas intervenções sobre o comprimento dos telómeros em comparação com um grupo controlo, mas não se sabe se os efeitos são duradouros. Carlson afirma que futuras investigações poderão averiguar se as intervenções psicossociais utilizadas neste estudo têm um impacto positivo para além dos três meses avaliados.


Referência:
Linda E. Carlson, Tara L. Beattie, Janine Giese-Davis, Peter Faris, Rie Tamagawa, Laura J. Fick, Erin S. Degelman, Michael Speca. Mindfulness-based cancer recovery and supportive-expressive therapy maintain telomere length relative to controls in distressed breast cancer survivors. Cancer, 2014; DOI: 10.1002/cncr.29063

Porto, Maia, Matosinhos, Portugal, Lisboa, Espanha, prática, praticar, Meditação, Mindfulness, Budismo, Zafu, Saúde, Formação, Buddhism, donate, doar, saúde, bem-estar, ansiedade, depressão, yoga