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Viver em não dualidade - Robert Wolfe



emocoes mindfulness
Através da lente da auto-realização, Robert Wolfe discute professores não duais modernos e antigos, explorando os ensinamentos de Jesus, Buda, Krishnamurti, Ramana Maharshi, Nisargadatta e outras fontes de pesquisa sobre a realidade...
#Livros

Viver em não dualidade versa sobre a natureza de viver sem divisão.
Nas últimas décadas, muitos no mundo ocidental começaram a olhar de novo para os ensinamentos espirituais antigos do Oriente: o Budismo Zen do Japão, o Budismo Tibetano do Dalai Lama, o Tao da China, os Sufis do Médio Oriente Muçulmano; as escrituras Vedanta da Índia. O que todas estas tradições espirituais têm em comum é um ponto de vista que é diferente do convencional Cristianismo, Judaísmo e Islamismo.

V


Viver em não dualidade é uma exploração prática do que significa a Unicidade na vida quotidiana. Através da lente da auto-realização, Robert Wolfe discute professores não duais modernos e antigos, explorando os ensinamentos de Jesus, Buda, Krishnamurti, Ramana Maharshi, Nisargadatta e outras fontes de pesquisa sobre a realidade, como a realidade não-dual na física moderna. Não é só uma reflexão pessoal apaixonada e exigente sobre a experiência não-dual, viver em não dualidade é um livro guia para a harmonia entre ciência e insight espiritual.

 Livro disponível para download gratuito no site do autor

Espiritual mas não religioso(a)? Uma mistura perigosa!

Convencionalmente pensa-se que as pessoas religiosas e aqueles que não são nem religiosas, nem espirituais não diferem no seu estado de saúde mental, sugerindo que ser religioso oferece poucas vantagens em termos de saúde mental. As razões para isso não são ainda claras. Estudos em Psicologia da Espiritualidade oferecem algumas pistas sobre as razões das pessoas mais espirituais, mas não religiosas serem mais propensas a pior saúde mental, embora mais investigações sejam necessárias para explicar completamente esta associação.

Os autores concluíram que as pessoas que são espirituais, mas não religiosas na sua visão da vida são mais vulneráveis a transtornos mentais do que outras pessoas. A natureza da relação causal entre espiritualidade e transtorno mental é actualmente desconhecida. Um estudo britânico anterior teve resultados semelhantes e os autores notaram que é possível que não ter uma estrutura religiosa para as nossas crenças podem levar a doença mental em pessoas que têm a necessidade de uma compreensão espiritual da vida (King, Weich, Nazroo, e Blizard, 2006). Alternativamente, tendo um transtorno mental pode levar uma pessoa a se envolver numa busca espiritual, na esperança de cura mental ou de compreensão mais profunda dos problemas de cada um. 
As pessoas que são espirituais mas não religiosas são mais propensas a sofrer problemas de saúde mental, de acordo com um estudo publicado no British Journal of Psychiatry. Michael King da University College London e seus colaboradores examinaram 7.400 entrevistas com participantes na Grã-Bretanha, dos quais 35% tinham uma visão religiosa da vida, 19%, uma espiritual e 46% nem uma perspectiva religiosa e nem espiritual. A análise levou a uma conclusão clara. As pessoas mais espirituais, na ausência de uma base religiosa são vulneráveis ao transtorno mental (dependência de drogas, atitudes alimentares anormais, ansiedade, fobias e neuroses)." Este estudo suporta também as evidências de outros estudos.

Os participantes foram agrupados em clusters cuja compreensão da vida era predominantemente religiosa, espiritual ou
nenhuma das duas. Estes termos foram definidos da seguinte forma:
"Por religião, entendemos a prática da fé, por exemplo, ir a um templo, mesquita, igreja ou sinagoga. Algumas pessoas não seguem uma religião, mas têm crenças ou experiências espirituais. Algumas pessoas fazem sentido das suas vidas sem qualquer crença religiosa ou espiritual."
Os participantes foram também entrevistados, em profundidade, sobre a sua saúde mental, uso de álcool e de drogas, apoio social, uso de medicação psicotrópica, jogos de azar, e foram questionados sobre a sua felicidade em geral.

Os autores concluíram que as pessoas que são espirituais, mas não religiosas na sua visão da vida são mais vulneráveis a transtornos mentais do que outras pessoas. A natureza da relação causal entre espiritualidade e transtorno mental é actualmente desconhecida. Um estudo britânico anterior teve resultados semelhantes e os autores notaram que é possível que não ter uma estrutura religiosa para as nossas crenças podem levar a doença mental em pessoas que têm a necessidade de uma compreensão espiritual da vida (King, Weich, Nazroo, e Blizard , 2006). Alternativamente, tendo um transtorno mental pode levar uma pessoa a se envolver numa busca espiritual, na esperança de cura mental ou de compreensão mais profunda dos problemas de cada um.



Referências

King, M., Weich, S., Nazroo, J., & Blizard, B. (2006). Religion, mental health and ethnicity. Empiric – A national survey of England. Journal of Mental Health, 15, 153-162.

Koenig, H. G. (2008). Concerns About Measuring "Spirituality" in Research. The Journal of Nervous and Mental Disease, 196, 349-355.


Por Vitor Bertocchini