Mostrar mensagens com a etiqueta ecologia. Mostrar todas as mensagens

EcoMeditação



O que fazer?

Estamos em pleno século XXI e dirigimo-nos cada vez mais em direção a uma crise, identificada por Capra (1982) como análoga ao que sempre existiu, que apresenta pontos de semelhança entre coisas diferentes. É a crise do déficit, do desemprego, da água, da energia, da saúde e muitas outras. Há ainda outros comportamentos, que somados a isso, também se direcionam para possíveis crises que teremos que enfrentar, caso não voltemos nossa atenção para a resolução dos mesmos. há uma série de comportamentos cometidos pela acção humana que geram prejuízos incalculáveis à fauna, à flora e aos seres humanos, colocando em risco a vida de todos, inclusive a vida do planeta e que precisam ser modificados.

Será que esses comportamentos são frutos de um desprendimento dos valores humanos ou de uma neurose colectiva que habita a humanidade? Será que ainda nos comportamos apoiados na ideia de Francis Bacon que afirmava que a natureza deveria servir ao Homem, ou na insistência de René Descartes de que os animais não sentem dor alguma por não terem alma e por esse motivo podem ser abatidos sem dó, nem piedade?

Unir desenvolvimento humano à preservação ambiental é uma das perspectivas mais desejadas nos últimos tempos, mas para conquistarmos isso, devemos considerar não apenas os aspectos sócio-culturais, como também toda a sua estrutura emocional. Não podemos falar em saúde do planeta sem considerar a saúde mental dos seres humanos. Não podemos falar em crise ecológica, sem levar em conta a crise emocional. Devemos considerar o ser humano e a natureza como fazendo parte de um todo, onde um interfere no movimento energético do outro. Portando, devem ser estudados em conjunto em todos os seus aspectos bio-psico-sócio-espiritual. Por isso é que mais do que nunca, é importante unir diferentes saberes e fazeres, para que de forma interdisciplinar possamos reencaminhar diferentemente essa questão.

Pelos benefícios que directa e indirectamente aporta, para o indivíduo e para todos, praticar meditação é um passo relevante nesse sentido!



Referência Bibliográfica:

Capra, F. (1982). O ponto de mutação. São Paulo: Cultrix

O Consumo de Carne e o Aquecimento Global

A advertência sobre a carne e o meio ambiente não vem de activistas radicais. Vem de pessoas como o chefe do Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que afirmou: “comer menos carne é um passo importante na luta contra a mudança climática”. Quais as razões? Porque as vacas são mais prejudiciais do que os carros. Como ele diz: “"Por favor, coma menos carne - a carne tem uma pegada ecológica gigante. Estudos têm demonstrado que a produção de um quilo de carne causa o equivalente a 36,4 quilos de emissões de dióxido de carbono”.

Este vídeo aborda este tema e que é quase sempre esquecido quando se discutem as alterações climáticas. Estima-se que 90 bilhões de animais são criados para a produção de carne. Esses bilhões de seres produzem grandes quantidades de fezes e urina que têm que ir para algum lugar. Não referindo os problemas de saúde inerentes, esta prática certamente contribui para a poluição e contaminação em larga escala do nosso ar, água e terra.

Resumindo:
A produção animal requer enormes quantidades de energia.
A produção de carne requer tanta água que é difícil de compreender.
Criação de animais para a alimentação exige muito mais terra do que cultivar plantas para consumo directo.