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Treino na Compaixão e a Mente Errante

emocoes mindfulness
Uma maneira de diminuir a divagação mental é através de práticas que melhoram a atenção plena, ou o estado de atenção sem julgamento, centrado no momento presente...

A meditação na compaixão cultiva pensamentos benevolentes em relação a si mesmo e em relação a todos os seres. É diferente neste aspecto de outras formas de meditação, no sentido de que os participantes são "guiados" através de pensamentos compassivos. Os resultados da investigação "A Wandering Mind is a Less Caring Mind", publicada recentemente no Journal of Positive Psychology, é o primeiro estudo que demonstra que o treino formal de compaixão diminui a tendência para a mente vaguear, enquanto aumenta o comportamento cuidador, não só para com os outros, mas para consigo mesmo, disse James Doty, um co-autor do estudo, neurocirurgião em Stanford e fundador e diretor do Stanford's Center for Compassion and Altruism Research and Education.

A "Mente errante" é a incapacidade de ter os seus pensamentos num único tópico por muito tempo. Investigações anteriores sugerem que as pessoas gastam até 50% das suas horas no período de vigília na divagação mental, muitas vezes sem o perceber. Doty afirmou que Mindfulness, ou Atenção Plena, é extremamente útil no mundo de hoje, com a miríade de distracções, tornando difícil e responder às tarefas necessárias.



Ao fechar os olhos e envolver-se no treino da atenção através de uma prática de mindfulness não só diminuiu os efeitos fisiológicos negativos da distracção, que podem resultar em ansiedade e medo, mas aumenta a capacidade de atender às tarefas importantes e não ter uma resposta emocional ao diálogo, muitas vezes negativo, que é frequente em muitos indivíduos, disse Doty.

Cultivar mindfulness

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Uma maneira de diminuir a divagação mental é através de práticas que melhoram a atenção plena, ou o estado de atenção sem julgamento, centrado no momento presente, disseram os investigadores. Distinta de outras formas de meditação, o treino de meditação compassiva envolve o reconhecimento e o desejo de aliviar o sofrimento dos outros e o seu próprio. Assim, há uma ênfase da sua atenção sobre uma determinada pessoa, objeto ou situação, em vez de se engajar em meditação sem nenhum objecto específico.

Como os investigadores notaram, a compaixão é definida como uma tomada de consciência do sofrimento, pela preocupação empática, pelo desejo de ver o alívio desse sofrimento, e uma capacidade de resposta ou de prontidão para ajudar a aliviar esse sofrimento.

O estudo em questão examinou 51 adultos durante um programa de meditação compassiva, medindo vários estados da mente-errante (tópicos neutros, agradáveis ​​e desagradáveis), e comportamentos cuidadores para si e para os outros. Os participantes participaram num programa secular de formação em meditação compassiva, desenvolvido na Universidade de Stanford, que consiste em nove sessões de duas horas com um instrutor certificado.

Eles foram incentivados a meditar pelo menos 15 minutos diariamente e se possível 30 minutos. Em vários intervalos de tempo os participantes foram convidados a responder a perguntas tais como: "está a pensar em algo diferente do que está a fazer no momento?" e "Já fez alguma coisa hoje que seja cuidador de si mesmo e, em seguida, de alguém?
Os investigadores também deram aos participantes exemplos de "comportamentos cuidadores ou bondosos" - tais como visitar pessoas num lar de idosos, ajudar uma criança com os trabalhos de casa ou em aprender algo novo, e dizer a um amigo, familiar ou colega de trabalho o quanto os valoriza.

Resultados

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Os resultados deste estudo indicaram que a meditação na compaixão diminuiu a mente-errante para os temas neutros e aumentou os comportamentos cuidadores para consigo mesmo. Além disso, quanto mais os participantes praticaram meditação na compaixão maiores as suas reduções na mente-errante para os temas desagradáveis ​​e aumentos na mente que vaguea para temas agradáveis, ambos os quais foram relacionados ao aumento nos comportamentos de cuidar de si e dos outros, de acordo com o estudo.




A mente vaguear nem sempre é problemático
Os investigadores afirmaram que este estudo é o primeiro a fornecer um suporte inicial para o treino formal na compaixão, indicando que pode reduzir a divagação mental e aumentar os comportamentos cuidadores de si e dos outros. Doty observou que, por si só, a mente vaguear pode não ser necessariamente negativo. Ao contrário da divagação mental que derivou para temas negativos ou neutros, os investigadores não encontraram uma diminuição nos comportamentos cuidadores de si e dos outros quando a mente vagueava para os tópicos positivos.
As pessoas permitem que as suas mentes 'ande sem destino' por escolha ou por acidente, porque às vezes produz recompensas concretas - tais como uma visão intelectual ou mesmo a sobrevivência física. Por exemplo, pode ser relevante reler uma linha de texto três vezes porque a nossa atenção se afastou, se essa mudança de atenção produziu um insight chave ou um tema agradável. Isto contrasta com a divagação mental que desencadeia, por exemplo, uma avalanche de ansiedade e de medo.
Doty observou que um dos traços evolutivos da espécie humana é a capacidade de monitorizar possíveis ameaças e imediatamente concentrar a atenção sobre nessa ameaça.

"Se existirem muitas dessas ameaças ou, no caso de viver numa grande cidade com tantos estímulos, pode levar que o nosso sistema interno analise tais estímulos como ameaças e pode levar-nos à sensação de opressão, ansiedade e exaustão", afirmou ele. Doty acrescentou ainda que a divagação mental pode ser reflexo desta realidade à medida que a nossa atenção continua a ser desviada.
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Autocompaixão - o que é?

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É interessante que noutras áreas das nossas vidas nós entendemos que ser duro não funciona. Tomemos o exemplo da parentalidade. Décadas atrás pensava-se que a punição...
Muitos de nós estamos habituados a ser demasiado autocrítico(a)s. Não será surpreendente, pois na nossa sociedade somos ensinados a ser duro(a)s a nosso respeito, muitas vezes com excesso de culpabilidade, desde as nossas ações até à nossa aparência. A autocrítica tem sido o caminho preferido para o sucesso. Raramente pensamos em nós mesmos mostrando bondade ou até mesmo se o fizermos, preocupamos-nos, pois podemos ser egoístas, complacentes ou arrogantes.

Mas a investigação tem descoberto que a autocrítica tem o potencial para sabotara nossa vida e produz uma variedade de consequências negativas. Por exemplo, de acordo com Kristin Neff, Ph.D., professora associada de desenvolvimento humano na Universidade do Texas, em Austin, os estudos têm demonstrado que a autocrítica pode levar a baixa auto-estima, ansiedade e depressão. Neff é a autora de diversos livros e artigos científicos sobre a autocompaixão e desenvolveu, em conjunto com Germer o programa de treino em compaixão Mindful Self-Compassion.


A autocompaixão tem sido associada a um maior bem-estar, incluindo diminuição da ansiedade e depressão, competências emocionais para lidar como os problemas mais eficazes e compaixão pelos os outros. Pode ser considerada com um conceito constituído por 3 dimensões.

1. Autobondade: Ser bondoso(a), gentil e compreensivo(a) com você mesmo(a) quando está em sofrimento.

2. Condição Humana Comum: Perceber que não está sozinho nas suas lutas. Quando estamos em luta temos a tendência nos sentirmos especialmente isolados. Tendemos a pensar que somos os únicos a enfrentar a perda, a cometer erros, a nos sentirmos rejeitados ou a falhar. Mas são essas mesmas lutas que fazem parte da nossa experiência partilhada, como seres humanos.

3. Mindfulness: Observar a vida como ela é, sem julgar ou suprimir os seus pensamentos e sentimentos.  Envolve a permissão e a aceitação dos sentimentos próprios, sem uma excessiva sobre-identificação com os mesmos.


Mitos sobre a autcompaixão

Numa sociedade que cultiva valores de competição, é fácil proliferarem mitos associados à autocompaixão. Abaixo, Neff dissipa alguns desses mitos comuns e que podem ser sérios obstáculos no caminho das pessoas que procuram ser gentis com elas mesmos.

Mito: A autocompaixão é auto-piedade ou egocentrismo.
Fato: A auto-piedade é estar imerso nos seus próprios problemas, esquecendo-se que outros lutam, também. No entanto, ser auto-compassivo é ver as coisas exatamente como elas são - nem mais nem menos, ela disse. Significa reconhecer que está a sofrer, embora reconhecendo que os outros têm problemas semelhantes ou estão a sofrer ainda mais. É colocar os seus problemas em perspectiva.

Mito: A autocompaixão é autoindulgência.
Fato: Ser autocompassivo não significa buscar unicamente o prazer, disse Neff. Não está a esquivar-se das responsabilidades ou a ser preguiçoso. Em vez disso, a auto-compaixão concentra-se em aliviar o sofrimento.

Mito: A autocrítica é um motivador eficaz.
Fato: Não há realmente nada de motivador em criticar-se a si mesmo, afirma Neff, porque poderá conduzir a que tema o fracasso e a que perca a confiança em mim mesmo. Mesmo se conseguir grandes realizações, tem muitas vezes uma visão negativa de si mesmo(a).

É interessante que noutras áreas das nossas vidas nós entendemos que ser duro não funciona. Tomemos o exemplo da parentalidade. Décadas atrás pensava-se que a punição e a crítica severas eram eficazes em manter as crianças "na linha", ajudando-as a aprender e a fazer o bem. No entanto, hoje sabe-se que ser um pai/mãe que apoia e incentiva é mais benéfico. A autocompaixão age como um pai/mãe carinhoso(a). Assim, mesmo quando não desempenhar da forma como gostaria, ainda está solidário e permite aceitar-se a si mesmo. Como um pai amável, o seu apoio e amor são incondicionais e percebe que está tudo bem, mesmo que não seja perfeito.

Isso não significa ser complacente. A autocrítica derruba-nos; presume que "eu sou fraco." A autocompaixão, no entanto, concentra-se na mudança do comportamento que está na causa da sua infelicidade e mal-estar.


Estratégias para cultivar a auto-compaixão

Ser autocompassivo pode parecer estranho no início. Isso pode ser mais difícil para alguns indivíduos, especialmente se já experimentaram situações traumáticas fortes. Por isso é importante trabalhar com um terapeuta.

Estas estratégias podem ajudar.

1. Pense em como iria tratar alguém. A coisa mais simples que pode fazer, de acordo com Neff, é imaginar o que faria se alguém próximo veio até si depois de ter falhar ou de ser rejeitado(a). O que diria a essa pessoa? Como iria tratá-lo(a)?

2. Tenha cuidado com a sua linguagem. Pode estar tão acostumado(a) a criticar -se a si mesmo que nem percebe que o está a fazer. Por isso, ajuda prestar especial atenção às palavras que usa para falar consigo mesmo. Se não diria as mesmas afirmações para alguém que gosta, então está sendo autocrítico(a), disse Neff.

3. Conforte-se com um gesto físico. Gestos físicos calorosos têm um efeito imediato sobre os nossos corpos, ativando o sistema parassimpático, que acalma o nosso sistema, disse Neff. Especificamente, gestos físicos "vão tirá-lo(a) da sua cabeça e deixá-lo(a) no seu corpo", disse ela, o que é importante uma vez que "a mente gosta de fugir com narrativas." Por exemplo, ela sugere colocar as mãos sobre o coração ou simplesmente segurar o seu braço. A maior do gestos são úteis.

4. Memorize um conjunto de frases compassivas. Sempre que der por si a dizer/pensar: "Eu sou terrível", ajuda a ter algumas frases preparadas. Escolha declarações que realmente tenham eco em si. Combinando isso com um gesto físico - como as mãos sobre seu o coração - é especialmente poderoso, disse Neff. Ela usa as seguintes frases:

* Este é um momento de sofrimento.
* O sofrimento faz parte da vida.
* Que eu possa ser gentil comigo mesmo neste momento.
* Que eu possa dar-me a compaixão que eu preciso.
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17 Set | Mindfulness e Auto-Compaixão (M.S.C.)













MINDFULNESS E

AUTO
COMPAIXÃO

Programa de treino em Mindful Self-Compassion (MSC) de C. K. Germer e K. Neff

Orientado por
Vicente Simón (Psiquiatra) e Marta Alonso (Psicóloga) | AEMIND




17 a 20 SET 2015 | Barcelos




INTRODUÇÃO

O MSC (Mindful Self-Compassion) é um programa de treino, com forte apoio empírico, projetado para cultivar a capacidade de compaixão e de amor incondicional consigo mesmo. Baseado nas investigações inovadoras de Kristin Neff e na experiência clínica de Christopher Germer, o MSC ensina princípios e práticas que permitem aos participantes responder aos momentos difíceis das suas vidas com bondade, atenção e compreensão, curando a relação consigo mesmo

Asociación Española de Mindfulness



OUTROS EVENTOS




O MSC pode ser aprendido por qualquer pessoa, até mesmo aquele(a)s que não receberam afeto suficiente na infância ou que se sentem desconfortáveis quando são bondoso(a)s consigo mesmo(a)s. É uma atitude corajosa que nos protege do dano, incluindo danos que involuntariamente infligimos a nós mesmos através da auto-crítica, do isolamento ou da introspeção obsessiva. Compaixão por si mesmo traz força emocional e resiliência, permitindo-nos reconhecer as nossas falhas, motivando-nos com bondade, a perdoar a nós mesmos quando necessário, ajudando a relacionar-nos com os outros a partir do coração e a sermos verdadeiramente nós mesmos.
OBJETIVOS DO CURSO
Quando o participante finalizar o curso pretende-se que seja capaz de:

► Deixar de tratar-se a si mesmo com dureza;
► Gerir as emoções difíceis com facilidade;
► Motivar-se a si mesmo dando-se ânimo em vez de criticar-se;
► Transformar as relações difíceis, tanto antigas como novas;
► Chegar a ser o melhor cuidador de si mesmo;
► Aprender exercícios de mindfulness e de auto-compaixão para a vida quotidiana;
► Saborear a vida e cultivar a felicidade;
► Compreender a teoria e parte da investigação subjacentes à auto-compaixão.
DESTINATÁRIOS
Dirigido a:
► Qualquer pessoa que queira aprofundar a prática da autocompaixão;
► Profissionais de saúde;
► Educadores;
► Outras pessoas interessadas.
► O certificado final será entregue a quem participar em todas as sessões. Para a realização do curso não é necessária experiência, nem conhecimentos prévios em Mindfulness.




A coisa mais fascinante sobre a compaixão é que quando ela emerge espontaneamente em si uma
porta interior abre-se para aquela experiência original de amor, que é parte de sua realidade fundamental.


~ Sua Santidade o Dalai Lama


Orientadores



Vicente Simón



Vicente Simón é professor de Psicobiologia, investigador e docente experiente.
Estudou medicina na Universidade de Valência e terminou o doutoramento nessa universidade em 1973. O seu interesse em expandir o conhecimento levou-o a trabalhar como um Investigador Auxiliar (Wissenschaftlicher Assistent) no Departamento de Fisiologia da Universidade de Ruhr (Alemanha). Foi lá que se começou a ‘desviar-se’ da medicina tradicional para o estudo do comportamento.
De volta a Valência especializou-se em Psiquiatria e começou a dar aulas de Psicologia Fisiológica na Escola de Psicologia da Universidade de Valência.
Ganhou o título de Catedrático de Psicobiologia em 1983. Por muitos anos, realizou investigação básica em farmacologia comportamental, tendo publicando diversos artigos científicos em revistas internacionais.

Desde há 20 anos têm-se dedicado ao estudo da consciência e à prática meditação. Em 2007 publicou o revisão "Mindfulness e Neurobiologia", um trabalho pioneiro que coleta os avanços mais significativos neste campo interdisciplinar.

É membro fundador e presidente honorário da Associação Espanhola de Mindfulness, AEMIND (anteriormente amys): a primeira associação de Mindfulness criada em Espanha. Atualmente é professor de cursos de meditação e mindfulness, conferencista de renome e orienta grupos de meditação, especialmente profissionais de saúde mental.

É autor dos livros:
► "Aprender a Praticar a Atenção Plena";
► "Viver Conscientemente" e;
► "Introdução à Mindfulness";
► co-editor de "Mindfulness na Prática Clínica"; e em Português:
► "O Poder da Meditação - Mindfulness"
► A lista completa das publicações podem ser encontradas em:
www.vicentesimon.com e as atividades em: www.mindfulnessvicentesimon.com





Marta Alonso

globalc.es

Marta Alonso Maynard é Psicóloga e Especialista em Psicologia Clínica pelo Ministério da Educação e Ciência. Dirige desde 1995 o Global-C, Centro de Mindfulness e Psicologia Clínica, em Valência, do qual é fundadora.
É reconhecida como Especialista Europeia em Psicoterapia pela E.F.P.A.

Mindfulness é a sua principal abordagem terapêutica na prática clínica. É membro fundador e presidente da Associação Espanhola de Mindfulness, AEMIND (anteriormente amys): a primeira associação de Mindfulness criada em Espanha, de âmbito nacional.

Tem formação no Programa MSC (Mindful Self-Compassion) pelos seus criadores: Christopher Germer e Kristin Neff.

Mestre em Psicologia Clínica e Mestre em Psicoterapia infanto-juvenil pela SEPYPNA (Sociedade Espanhola de Psicopatologia e Psicoterapia de Crianças e Adolescentes). Ensinou no Colégio Oficial de Psicólogos de Valência e docente e conferencista em diversas instituições ao longo dos últimos quinze anos. Desenvolveu este trabalho educativo e informativo, principalmente nas áreas de Mindfulness, Desenvolvimento Pessoal, Dependência Emocional e Relacionamentos Saudáveis. Coordena grupos de prática e treino em Mindfulness e Compaixão para terapeutas e pacientes em todo a Espanha. Tem o Certificado Europeu de Competência Profissional em Psicologia - Europsy.

► Em 2013 publicou com Vicente Simón e outros o livro: "Mindfulness en la Prática Clínica".

Entrevista de Vicente Simón na RTVE
http://www.rtve.es/alacarta/videos/para-todos-la-2/para-todos-2-conciencia-plena-entrevista-vicente-simon/1225613/








O QUE ESPERAR?

Diz-se que "o amor revela tudo, apesar de nós mesmos." Porque pode encontrar algumas emoções difíceis na prática da auto-compaixão, os professores estão empenhados em proporcionar um ambiente seguro e de apoio para esse processo.


Este formato de retiro de 4 dias é uma forma alternativa de experimentar o programa de MSC (MSC; Mindful Self-Compassion) de 8 semanas e pode ser o primeiro passo para a formação posterior que possibilite ministrar cursos baseados em Mindfulness e Autocompaixão. O formato intensivo e o de 8 semanas têm o mesmo programa e número de horas.

Autocompaixão - o que é?
Artigos científicos sobre Auto-Compaixão

As atividades do programa incluem:

► Meditações específicas;
►Curtas palestras;
► Exercícios experienciais;
► Partilhas em grupo.

O objetivo fundamental é que os participantes vivenciem diretamente a experiência da compaixão em relação a si mesmos e aprendam as práticas que a evocam na vida quotidiana.

O MSC é essencialmente um programa de treino em compaixão, em vez de um treino em Atenção Plena, como o MBSR. O MSC também não é psicoterapia, o MSC enfatiza a construção de recursos emocionais, em vez de abordar directamente as velhas feridas. A mudança ocorre naturalmente à medida que desenvolvemos a capacidade de estar com nós mesmos de uma forma mais amigável e compassiva.



Meditações Guiadas MSC



Compasión | Metta hacia uno mismo


Compasión | Tonglen para uno mismo
Mais Meditações Guiadas

INSCRIÇÃO




ORIENTAÇÃO:370€
ESTADIA: 125€ (inclui alojamento + 3 refeições diárias)
DATA LIMITE DE INSCRIÇÃO: 10 de Junho 2015

O custo total do curso é o valor do alojamento + o valor da orientação.

O que recebe cada participante?
► Para além de ter acesso aos altos padrões de qualidade da Associação Espanhola de Mindfulness, cada participante irá receber:
► Manual de trabalho do aluno;
► CD triplo de treino e de meditações guiadas em mp3;
As horas deste curso são convalidadas para futuras formações de formadores em Mindfulness;
► Certificado oficial válido internacionalmente;
(O certificado final será entregue a quem participar em todas as sessões)

Condições de estadia: Quartos com excelentes condições (individual ou duplo), todos com WC e banho privativo e com luz natural. Camaratas disponíveis para quando os quartos esgotarem.



Data | Local
17 a 20 de Setembro 2015 | Barcelos



► Dirigido a: qualquer pessoa que queira aprofundar a prática da autocompaixão: profissionais da saúde, educadores e outras pessoas interessadas. Para a realização do curso não é necessária experiência, nem conhecimentos prévios em Mindfulness.
► O curso será orientado em Espanhol;
► Data limite de inscrição: 15 Junho.
► É necessária inscrição prévia através do preenchimento do formulário disponível - será enviado um e-mail indicando a disponibilidade e informações adicionais.
► Convém trazer roupas largas, uma almofada e um tapete de yoga (caso tenha).
► O Retiro é aberto a todos e não implica nenhum conhecimento teórico ou prático de meditação.
► O curso decorre com um mínimo e máximo de participantes (inscrições limitadas).
► A alimentação pode ser omnívora e vegetariana. Se tiver alguma nota que requeira alteração de alimentação, por favor, avise antecipadamente. No campo destinado a comentários poderá escolher o seu tipo de alimentação.
► O programa está sujeito a pequenas alterações.
► Agravamento: Depois de 01 de Junho acresce 50€ ao valor inicial da inscrição.
► Cancelamento: Até 01 Junho reembolso de 80%. A partir dessa data não há reembolso.


Para mais informações:
e-mail: eventos.spmbe(@)gmail.com
Vítor Bertocchini


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Auto-Compaixão: a alternativa ao cultivo da Auto-Estima

emocoes mindfulness
Em contraste, a auto-compaixão não se baseia em julgamentos ou avaliações positivas, é uma maneira de se relacionar com consigo mesmo. As pessoas sentem auto-compaixão porque são seres humanos, não porque elas são especiais e acima da média
#Auto-Compaixão

A investigação sugere que a auto-compaixão é uma via mais saudável de se relacionar consigo mesmo, oferecendo os benefícios da auto-estima, sem as suas desvantagens.

No último artigo vimos que por muitos anos a auto-estima foi vista como um dos pontos chave para a saúde psicológica. No entanto, nas últimas décadas, os investigadores identificaram várias desvantagens associadas à auto-estima, como o narcisismo, a defesa do ego, as comparações sociais, e a contingência da auto-estima no sucesso.

Claro, ninguém quer sofrer pela sua auto-estima ser baixa, mas qual é a alternativa? 
Existe uma outra forma de se sentir bem consigo mesmo: a auto-compaixão. A auto-compaixão envolve ser gentil consigo mesmo quando a vida segue um caminho que não se deseja ou se percebe algo sobre nós mesmos que não gostamos, ao invés de ser frio(a) ou severamente auto-crítico(a). Ela reconhece que a condição humana é imperfeita, de modo que nos sentimos ligados aos outros quando falhamos ou sofremos em vez de nos sentirmos separados ou isolados. Envolve também mindfulness - a aceitação sem julgamentos de emoções dolorosas que possam surgir no momento presente. Ao invés de suprimir a nossa dor, ou então criar uma exagerada novela pessoal, vemos-nos a nós mesmos e a nossa situação de forma clara.

É importante distinguir a auto-compaixão de auto-estima
A auto-estima refere-se ao grau com que avaliamos a nós mesmos de forma positiva. Ela representa o quanto nós gostamos ou valorizarmos o nosso ego e as coisas que fazemos, e é muitas vezes baseada em comparações com outros. Em contraste, a auto-compaixão não se baseia em julgamentos ou avaliações positivas, é uma maneira de se relacionar com consigo mesmo. As pessoas sentem auto-compaixão porque são seres humanos, não porque elas são especiais e acima da média. A auto-compaixão enfatiza a interligação ao invés da separação. Isso significa que, com a auto-compaixão, não tem que se sentir melhor do que os outros para se sentir bem sobre si mesmo. Ela também oferece mais estabilidade emocional do que a auto-estima, porque está sempre consigo - quando está no topo do mundo e quando cair de cara no chão.

A investigação indica que a auto-compaixão oferece os mesmos benefícios que a auto-estima (menos depressão, mais felicidade, etc), sem as suas desvantagens. Em particular, num grande estudo realizado com mais de 3000 pessoas, incluindo várias facetas da vida, verificou-se que a auto-compaixão estava associada com sentimentos muito mais estáveis de auto-valorização (avaliada em 12 vezes diferentes durante um período de 8 meses) do que a auto-estima . Isso pode estar relacionado com o facto de que a auto-compaixão estar menos dependente de factores como a atracção física ou performances bem-sucedidas do que a auto-estima. Além disso, a auto-estima teve uma forte associação com o narcisismo, enquanto a auto-compaixão não revelou essa associação.



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Auto-Compaixão Vs. Auto-Estima

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Comparado a auto-estima global e a auto-compaixão em relação aos estados positivos de humor, verificou-se que os dois constructos foram preditores estatisticamente equivalentes na felicidade, no optimismo e no afecto positivo.

No artigo anterior referimos que a auto-estima elevada pode não ser algo desejável e que a auto-compaixão poderia ter um impacto positivo na saúde mental, superior ao da auto-estima.

Numa investigação (Self-Compassion Versus Global Self-Esteem: Two Different Ways of Relating to Oneself), com uma amostra de 3000 pessoas aproximadamente, Neff e Vonk (2009) analisaram a relação entre a auto-compaixão e a auto-estima e a forma como elas se relacionam com vários aspectos do funcionamento psicológico. A auto-compaixão implica tratar-se com brandura, reconhecendo a sua compartilhada humanidade, e estar plenamente atento ao considerar tantos os aspectos positivos, como negativos de si mesmo.

Verificou-se que a auto-compaixão predisse sentimentos mais estáveis de auto-valia do que a auto-estima e era menos depende de resultados pontuais. A auto-compaixão também tinha uma forte associação negativa com a comparação social, auto-consciência pública, a auto-ruminação, raiva e necessidade de isolamento cognitivo. A auto-estima (mas não a auto-compaixão) esteve positivamente associada com o narcisismo.

Comparado a auto-estima global e a auto-compaixão em relação aos estados positivos de humor, verificou-se que os dois constructos foram preditores estatisticamente equivalentes na felicidade, no optimismo e no afecto positivo. Os resultados deste estudo sugerem que a auto-compaixão pode ser uma alternativa útil para auto-estima global, quando se considera o que constitui uma auto-atribuição saudável. 

Os estudos actuais examinaram o funcionamento psicológico no que se refere a duas maneiras distintas de pensar e sentir sobre si mesmo, a auto-estima e a auto-compaixão.

Procura uma alta auto-estima? Pense melhor!

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Porquê uma alta auto-estima pode ser negativa?

Numa sociedade com uma perda acelerada de valores e de referências muitos voltaram-se para a promoção da auto-estima, como forma de bem-estar. Ao longo dos anos tem havido literalmente milhares de livros e artigos de revistas que promovem a auto-estima - como obtê-la, elevá-la e mantê-la? A busca da auto-estima elevada tornou-se uma obsessão, mas a investigação indica que isso tem desvantagens graves. A nossa cultura tornou-se tão competitiva que precisamos de nos sentir especiais e acima da média para apenas para nos sentirmos bem acerca de nós mesmos (se estivermos na "média" é um insulto). A maioria das pessoas, por isso, sente-se compelidas a criar o que os psicólogos chamam de "viés de auto-melhoramento" – “elevando-nos” e colocando os outros “para baixo”, para que possamos sentir que somos superiores em comparação. No entanto, essa necessidade constante de se sentir melhor do que os outros leva a um sentimento de isolamento e de separação.

Então, uma vez que tenha conseguido uma alta auto-estima, como a mantém? Como estamos muito dependentes da validação social, ficamos presos numa montanha-russa emocional: subindo e descendo em função do nosso mais recente “sucesso” ou “fracasso”.

É compreensível que muitas pessoas pensem que uma alta auto-estima seja o antídoto para muitos problemas. Na vida em geral, se tem pouco dinheiro, o dinheiro é uma ideia muito atraente. Se não tem comida suficiente, um banquete é altamente apelativo. Mas será importante pensar sobre a auto-estima elevada de forma diferente. A auto-estima é mais como paracetamol - a quantidade certa irá ajudá-lo, mas muita será prejudicial.

Algumas características das pessoas com elevada auto-estima são:

1. Tendem a ser presunçoso(a)s e a imaginarem-se superiores;
2. Abusar dos relacionamentos, assumindo as suas necessidades vêm em primeiro lugar em qualquer situação. Se isso não acontecer, vão ficar com raiva e agem com intimidação;
3. Adoptam um ar de superioridade, simplesmente porque têm competência e/ou sorte numa determinada área da vida;
4. São (parcialmente) cegos para as suas próprias falhas e por isso não são susceptíveis de alterar comportamentos ou de melhorarem a si mesmos;
5. Tendem a ter problemas de controlo dos seus impulsos;
6. Há também agora uma riqueza de evidências ligando auto-estima elevada à criminalidade.

Os resultados da investigação científica têm associado a auto-percepção excessivamente positiva com aspectos positivos e negativos da saúde mental. Embora em geral se acredite que uma visão positiva de si mesmo ajude na saúde psicológica, alguns estudos sugerem que ter uma visão excessivamente positiva de si mesmo pode aumentar a risco da pessoa se engajar em comportamentos violentos ou agressivos e de outros aspectos negativos. Estes especialistas acreditam que ter uma avaliação excessivamente positiva de si mesmo, em relação à percepção dos outros, faz com que os indivíduos fiquem mais vulneráveis às ameaças do ego quando recebem feedback que contradiz a sua auto-percepção.

Sente que você não é tão bom quanto as outras pessoas?
Há alternativa ao cultivo da auto-estima?


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