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SAVOR - 7 Práticas para comer de forma mais consciente




Uma forma de incorporar mindfulness nas suas refeições é simplesmente usar a respiração. Antes de comer habitue-se a fazer uma pausa. Inspire e expire algumas vezes. A alimentação consciente, ou mindful eating, requer uma prática dedicada. Segundo o livro SAVOR, de Thich Nhat Hanh e  Lilian Cheung, existem 7 práticas que pode desenvolver e que o ajudam a comer conscientemente em direção a uma boa saúde e à sustentabilidade.

1. HONRE OS ALIMENTOS.  Para expressar a sua gratidão comece a refeição com as cinco contemplações, ou com a graça ou a oração que preferir.

As Cinco Contemplações

♥ Este alimento é uma dádiva de todo o universo: da terra, do céu, dos inúmeros seres vivos, e muito trabalho duro e dedicado.
♥ Que possamos comer com plena consciência e gratidão, de modo a sermos dignos de recebê-lo.
♥ Que possamos reconhecer e transformar as nossas insalubres formações mentais, principalmente a nossa ganância, e aprender a comer com moderação.
♥ Que possamos manter a nossa comptaixão viva comendo de tal forma que podemos reduzir o sofrimento dos seres vivos, preservar o nosso planeta e reverter o processo de aquecimento global.
♥ Aceitamos este alimento para que possamos nutrir a nossa irmandade e fraternidade, fortalecer a nossa comunidade, e nutrir o nosso ideal de servir a todos os seres vivos.

Se come acompanhado oriente as conversas em direção à comida: reconhecendo o agricultor local, que cultivou a comida, agradecendo o trabalho da pessoa que preparou a salada; ou fale sobre outros temas que possam ajudam a nutrir a sua gratidão e conexão com a sua comida e com a outras pessoas. Pode ser um boa prática abster-se de conversar sobre o trabalho ou as últimas atrocidades das notícias. Abstenha-se de discutir. Isso pode ajudá-lo a certificar-se de que está a mastigar apenas a sua comida, não as suas frustrações. Ao comer desta forma tem a oportunidade de se sentar com as pessoas que ama e saborear a preciosa comida, algo muitas vezes escasso para muitas pessoas no mundo.
Encorajamos a experimentar uma refeição  em casa em silêncio, ou apenas beber uma chávena de chá em silêncio. Não precisa ingerir todas as refeições em silêncio para se alimentar de forma mais consciente, pode começar simplesmente por desconectar-se das distrações diárias durante o tempo da refeição: desligar a televisão, o portátil, etc...

2. Envolva os seus sentidos. À medida que serve e come a sua refeição note os sons, cores, cheiros e texturas, bem como a resposta da sua mente, não apenas o gosto. Com mais prática em envolver todos os seus sentidos pode perceber que seus gostos mudam, podem aumentar o seu prazer a alguns alimentos que pode ter percebido como inicialmente pouco interessantes.

3. Sirva em porções modestas. A moderação é uma componente essencial da alimentação consciente. Não só fazer um esforço consciente por optar por porções menores ajudam a evitar comer em excesso e ganhar de peso, como também desperdiça menos e ajuda o planeta.

4. SABOREIE pequenas garfadas e mastigue-as bem. Esta prática pode ajudá-lo a retardar a sua refeição, sentindo-se pleno comendo menos, bem como permitir que experimente o sabor dos alimentos. Também pode ajudar a melhorar a digestão, já que o processo digestivo começa as com enzimas da saliva.






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O Coração da Vida - Guia Prático de Meditação



meditação mindfulness
A via proposta neste livro visa oferecer a uma civilização e a uma sociedade confusas, divididas, conflituosas e sem rumo, confrontadas com um profundo mal-estar interior e graves riscos de colapso ecológico-social, uma orientação básica para que possamos ter vidas mais plenas, conscientes e fraternas, não só a respeito da humanidade, mas de todos os seres e da Terra.

No fundo, sinto a via que neste livro proponho, na linha de outras obras recentes [1], como um contributo para uma profunda mudança de paradigma cultural e civilizacional. Ao fazê-lo, assumo a continuidade do projecto de ecumenismo e universalismo espiritual de Agostinho da Silva [2], bem como a inspiração dos ensinamentos laicos, não religiosos nem budistas, de mestres budistas consagrados como Chogyam Trungpa, Thich Nhat Hanh e Sua Santidade o XIV Dalai Lama. Este livro insere-se ainda no projecto do Círculo do Entre-Ser, uma associação filosófica e ética da qual sou um dos fundadores e à qual neste momento presido, que visa precisamente promover uma espiritualidade e uma ética laicas e universalistas, transversais a todas as tradições e religiões da humanidade, com base na prática da meditação ou atenção plena [3].

Cabe enfatizar que essa espiritualidade e ética têm de radicar na prática e no cultivo regular da experiência meditativa, simultaneamente reflexiva e contemplativa, que conduz ao conhecimento aprofundado de si mesmo, não podendo reduzir-se a meras especulações intelectuais e abstractas ou ao conhecimento externo, livresco e erudito. Neste sentido, esta proposta é a de uma sabedoria ou filosofia práticas, mais conformes aliás com as origens da filosofia, como um modo de vida autêntica e integral e não como um mero modo de pensar divorciado da vida, como hoje em geral acontece. Espero que a leitora ou leitor possa sentir que tem nas mãos um livro para praticar e continuar com a sua vida, não para ler e arrumar na prateleira.


Se a informação contida não pode deixar de reflectir a minha formação espiritual, meditativa e ética como alguém que tenta seguir a via do Buda, a novidade deste livro – em relação a outros guias de meditação meramente técnicos ou conotados com uma tradição espiritual ou religiosa específica – reside precisamente em expor exercícios meditativos tradicionais enquadrados na proposta de um caminho espiritual, meditativo e ético, de acção integral, que seja transversal e possa ser seguido por todas as pessoas, independentemente das suas orientações e convicções religiosas, filosóficas ou outras.


O que aqui proponho é uma espiritualidade e uma ética laicas, alimentadas pela experiência meditativa, na sua dupla vertente reflexiva e contemplativa, que acredito poder ser compatível com todas as crenças ou com a sua ausência. O que entendo por espiritualidade não é outra coisa senão a expansão fraterna e activa da consciência, que não é pertença exclusiva de nenhuma tradição espiritual, religiosa ou filosófica específica, sendo todavia o que em todas e cada uma delas há de melhor e mais autêntico e por isso compatível com a rica diversidade das suas formas.

Creio que não é o sermos ou pensarmos que somos budistas, cristãos, islâmicos, hindus, judeus, Bahá’í ou outra coisa, incluindo ateus ou agnósticos, que faz de nós pessoas melhores, mais serenas, sábias e fraternas, mas sim o sermos pessoas melhores, mais serenas, sábias e fraternas, que pode tornar-nos budistas, cristãos, islâmicos, hindus, judeus, Bahá’í, ateus ou agnósticos mais autênticos, felizes e solidários. Isto caso tenhamos alguma dessas identidades, o que não é todavia necessário: basta sermos pessoas autênticas, felizes e solidárias. Estou convicto que a meditação é um caminho bastante seguro e eficaz para isso.


Pacificar a mente e despertar a consciência

Escrevo e publico este livro com a convicção profunda de que pacificar a mente e despertar a consciência, levando-a ao pleno desenvolvimento de todas as suas ilimitadas potencialidades cognitivas e afectivas, deve tornar-se o centro das nossas preocupações e investimentos pessoais, sociais e políticos. Com serenidade, sabedoria, amor e compaixão, encontraremos as soluções mais adequadas para todos os problemas sociais, políticos, económicos e ambientais. Sem serenidade, sabedoria, amor e compaixão, todas as pretensas soluções sociais, políticas, económicas e ambientais jamais deixarão de se converter em novos e maiores problemas, como em geral tem acontecido. A humanidade paga muito caro a recusa da espiritualidade, que, insisto, não é religião, mas a expansão fraterna e activa da consciência. É isto que temos de mudar, se queremos realmente mudar alguma coisa. É a isto que chamo política da consciência, que começa pelo que se pode chamar a micropolítica da mudança de cada uma das nossas mentes e pela educação de cada um de nós e dos mais jovens para sermos mais conscientes da interconexão e interdependência de todas as formas de vida e dos ecossistemas, numa ética da responsabilidade e da solidariedade universal.

A política da consciência é também a proposta de uma profunda mudança do paradigma dominante na política e, sendo transversal a todos os quadrantes ideológicos e partidários, transcende o espectáculo em geral triste e o horizonte estreito da política partidária e convencional, mediante uma visão de Bem Comum universal e integral que não desconsidera os seres não-humanos e os ecossistemas nem os factores internos, mentais e emocionais, da felicidade que todos procuramos, assumindo-os como parte das necessidades fundamentais de todo o ser humano. A política da consciência reúne contemplação e acção na acção integral, interna e externa, em prol de uma sociedade mais pacífica, solidária e desperta. Com efeito, como veremos, voltar a atenção para o interior e observar os movimentos da mente, deixá-los dissolver-se e repousar num estado calmo, claro e aberto, livre da fictícia separação entre eu e outro, pode revelar-se o fundamento indispensável de uma vida saudável e a acção interna que é a fonte de toda a acção externa justa e esclarecida, amorosa e compassiva. O estado do mundo e a tremenda violência contra a Terra e os seres, humanos e animais, são o espelho do contrário disto. Não há mudança de paradigma sem reunião da contemplação e da acção. Cremos ser este um dos desafios fundamentais do mundo contemporâneo, equidistante do extremo de uma contemplação sem acção externa e assim degradada numa experiência intelectual desprovida do calor e do dinamismo do amor e da compaixão, bem como do extremo oposto da obsessão do agir externo desprovido de visão e do mesmo dinamismo amoroso e compassivo e assim convertido numa agitação e activismo pouco esclarecidos e beligerantes que são parte de todos os problemas e de nenhuma solução"


Referências
[1] Cf. Paulo BORGES, É a Hora! A mensagem da Mensagem de Fernando Pessoa, Lisboa, Temas e Debates / Círculo de Leitores, 2013; Quem é o meu próximo? Ensaios e textos de intervenção por uma consciência e uma ética globais e um novo paradigma cultural e civilizacional, Lisboa, Mahatma, 2014.
[2] “Reservemos para nós a tarefa de compreender e unir; busquemos em cada homem e em cada povo e em cada crença não o que nela existe de adverso, para que se levantem as barreiras, mas o que existe de comum e de abordável, para que se lancem as estradas da paz; empreguemos toda a nossa energia em estabelecer um mútuo entendimento; ponhamos de lado todo o instinto de particularismo e de luta, alarguemos a todos a nossa simpatia.Reflictamos em que são diferentes os caminhos que toma cada um para seguir em busca da verdade, em que muitas vezes só um antagonismo de nomes esconde um acordo real”- Agostinho da SILVA, “Por um fim de batalha”, Considerações [1944], in Textos e Ensaios Filosóficos I, introdução e organização de Paulo Borges, Lisboa, Âncora Editora, 1999, p. 117.
[3] Podem consultar o nosso site em: http://www.circuloentreser.org/

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América Mindful: A Transformação mútua da Meditação Budista e da Cultura Americana



meditação mindfulness
América Mindful fornece uma visão crítica sobre as origens das práticas de meditação mindfulness na história budista asiática, e mostra como a meditação mindfulness veio a ser popular (especialmente entre os leigos) no budismo americano.

Em que medida o movimento mindfulness tem moldado as noções correntes de meditação, espiritualidade, e o budismo no Ocidente? Como a religião asiática foi adaptado para a América mainstream? Eu terminei de ler este livro intrigante que explora o fenómeno do movimento da atenção plena na América. O autor, Wilson, é um professor budista e de estudos religiosos. América Mindful é o primeiro exame abrangente e crítico da prática da atenção plena na América.

Wilson trata a história do budismo como uma história de apropriação e de mudança em resposta às necessidades seculares e localiza e descreve mindfulness, na América, num tempo, que seria no final do século XX e início do século XXI. Argumenta também que ao longo das últimas três décadas mindfulness passou de uma técnica religiosa asiática pouco conhecida para uma panaceia amplamente elogiada e para uma indústria de fazer dinheiro. Hoje, a abordagem Mindfulness é apresentada como uma técnica de ponta pode ajudar quase em tudo, desde o sucesso financeiro a orgasmos fora de série.

Este livro de 260 páginas é bem documentado e de fácil leitura para os leigos no assunto. A abordagem do autor tende a ser previsível cínica e estereotipada. Por vezes, as suas críticas aos defensores do movimento são repetitivas de capítulo para capítulo. No entanto, ele tece centenas de fatos interessantes, citações e fontes do próprio movimento mindfulness e aborda seis questões,
que refletem várias dimensões desta revolução silenciosa:

Chapter 1 Mediating Mindfulness: How Does Mindfulness Reach America?
Chapter 2 Mystifying Mindfulness: How is Mindfulness Made Available for Appropriation?
Chapter 3 Medicalizing Mindfulness: How is Mindfulness Modified to Fit a Scientific and Therapeutic Culture?
Chapter 4 Mainstreaming Mindfulness: How is Mindfulness Adapted to Middle Class Needs?
Chapter 5 Marketing Mindfulness: How is Mindfulness Turned into a Commercial Product?
Chapter 6 Moralizing Mindfulness: How is Mindfulness Related to Values and Worldviews?


Um tema bastante relevante abordado neste livro relaciona-se com o crescimento de Mindfulness em ambiente médico. À medida que mindfulness penetra no reino clínico, somos obrigados a considerar como o paradigma da medicina ocidental afeta a antiga prática meditativa e vice-versa. Inerente a este assunto é discutida também a própria noção do secular. Dado o ambiente secular dos contextos de saúde, está tudo irrevogavelmente alterado pela transformação de mindfulness a partir de uma prática largamente Budista a uma secular, medicalizada? Será que ela perde a sua capacidade transformadora? Qual é o papel das preocupações soteriológicos e cosmológicas anteriormente cruciais para a prática de mindfulness? O que o Budismo e a Medicina ganham ou perdem em virtude da evolução desta interação? O livro de Wilson fornece os dados necessários para uma discussão inteligente e informada nestas matérias.



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O Poder da Meditação Mindfulness: Técnicas Inspiradoras para Alcançar a Paz Interior



emocoes mindfulness
...A prática contínua de Mindfulness faz com que o intervalo entre o desencadeador da emoção (o gatilho) e o aparecimento da reposta emocional se torne cada vez mais longo.

Guia Prático para Aprender Meditação Mindfulness
de Vicente Simón*

Uma das opiniões usual dos interessados na prática da meditação, principalmente dos iniciantes, é que existem poucos livros relevantes em Português. Ora, aqui fica a sugestão de um excelente livro, da autoria de um dos protagonistas da meditação em Espanha: Vicente Simón.

Se alguma vez desejou parar o ruído da sua mente, concentrar-se com mais facilidade, experimentar uma maior sensação de calma e bem-estar ou simplesmente conseguir dormir à noite, então está na altura de começar a praticar o mindfulness, a técnica eficaz para desenvolver a Atenção Plena.

Esta técnica inspirada na meditação oriental irá ajudá-lo a encontrar o equilíbrio necessário para acalmar a sua mente e ver com claridade a realidade que o rodeia. Assim, conseguirá solucionar os problemas que antes era incapaz de resolver.

Com dicas e técnicas para ajudá-lo a desfrutar de uma abordagem mais consciente da vida, este guia fundamental irá ajudá-lo a:

• Viver no momento presente, libertando-se do passado e não ficando ansioso com o futuro
• Adotar formas mais positivas de pensar e de se comportar
• Tornar-se mais calmo e confiante
• Libertar-se de pensamentos inúteis e padrões de pensamento negativo
• Trazer mudanças positivas aos seus relacionamentos
• Atingir um novo patamar de autoconhecimento e compreensão
• Desenvolver atitudes construtivas e tornar-se mais feliz
• Incorporar a meditação mindfulness no seu dia a dia
• Utilizar o mindfulness para ultrapassar situações de stress, raiva, ansiedade e depressão




Livro

O Poder da Meditação Mindfulness: Técnicas Inspiradoras para Alcançar a Paz Interior

Excertos:
Capítulo 4 .  As Emoções

(...) o que acontece é que, ao longo da vida, com a repetição das mesmas reacções a determinados estímulos, algumas respostas (até as que inicialmente exigiram uma avaliação mais minuciosa) tornam-se cada vez mais automáticas e menos reflexivas. Com o tempo, estabelecem-se respostas condicionadas automáticas e reagimos sem pensar a estímulos que conhecemos bem. Ou seja, respondemos sem reflectir o que fazemos e, nestes casos, enganamo-nos facilmente e acabamos por ter atitudes que depois podemos lamentar. É frequente reagirmos assim em relações de casal, no trabalho, em discussões que nos são especialmente difíceis, etc. Nessas situações é fácil que, ao sentirmo-nos atacados ou feridos, respondamos de forma inadequada, por exemplo insultando ou ferindo a outra pessoa, pelo que, em vez de solucionarmos o conflito, pioramos ainda mais a relação com ela, tornando-a cada vez mais difícil ou irreparável.


A prática contínua de Mindfulness faz com que o intervalo entre o desencadeador da emoção (o gatilho) e o aparecimento da reposta emocional se torne cada vez mais longo. Ou seja, fomenta-se a avaliação reflexiva (e, portanto, mais lenta), dando-nos tempo para ponderar e pensar qual a resposta apropriada para a situação em que nos encontramos. Quanto mais praticarmos meditação, mais fácil nos será avaliar os estímulos de forma reflexiva, em vez de o fazermos de forma automática e condicionada.


Como enfrentar as emoções difíceis: Os sete degraus do equilíbrio emocional
Após esta breve revisão aos fundamentos biológicos das emoções ( que nos podem orientar bastante no momento de compreender o seu funcionamento), abordarei o controlo das emoções difíceis. São elas que, com frequência, nos fazem sofrer e, para além disso, podem acabar por desencadear comportamentos inadequados, fonte, por sua vez, de mais problemas relacionais e de mais sofrimento. 

Adquirir livro: Fnac



*Vicente Simón:
Em Setembro em Portugal - Intensivo de Mindfulness e Auto-Compaixão

+ informações


Em Detalhe:

Vicente Simón é professor de Psicobiologia, investigador e docente experiente.
Estudou medicina na Universidade de Valência e terminou o doutoramento nessa universidade em 1973. O seu interesse em expandir o conhecimento levou-o a trabalhar como um Investigador Auxiliar (Wissenschaftlicher Assistent) no Departamento de Fisiologia da Universidade de Ruhr (Alemanha). Foi lá que se começou a ‘desviar-se’ da medicina tradicional para o estudo do comportamento.
De volta a Valência especializou-se em Psiquiatria e começou a dar aulas de Psicologia Fisiológica na Escola de Psicologia da Universidade de Valência.
Ganhou o título de Catedrático de Psicobiologia em 1983. Por muitos anos, realizou investigação básica em farmacologia comportamental, tendo publicando diversos artigos científicos em revistas internacionais.

Desde há 20 anos têm-se dedicado ao estudo da consciência e à prática meditação. Em 2007 publicou o revisão "Mindfulness e Neurobiologia", um trabalho pioneiro que coleta os avanços mais significativos neste campo interdisciplinar.

É membro fundador e presidente honorário da Associação Espanhola de Mindfulness, AEMIND (anteriormente amys): a primeira associação de Mindfulness criada em Espanha. Atualmente é professor de cursos de meditação e mindfulness, conferencista de renome e orienta grupos de meditação, especialmente profissionais de saúde mental.

É autor dos livros:
► "Aprender a Praticar a Atenção Plena";
► "Viver Conscientemente" e;
► "Introdução à Mindfulness";
► co-editor de "Mindfulness na Prática Clínica"; e em Português:
► "O Poder da Meditação - Mindfulness"
► A lista completa das publicações podem ser encontradas em:
www.vicentesimon.com e as atividades em: www.mindfulnessvicentesimon.com

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Livro - Dalai Lama - Mente em Conforto e Sossego



emocoes mindfulness
Estes ensinamentos, com a sua notável amplitude e riqueza, foram originalmente dados a uma audiência de dez mil pessoas no sul de França em 2000, e este livro capta perfeitamente a excelência da ocasião.
# Livros

Neste livro, com ensinamentos de extraordinária completude e clareza, o Dalai Lama estabelece os princípios fundamentais do budismo, mostrando como a mente pode ser transformada, e o sofrimento ultrapassado, através do amor, da compaixão e de uma verdadeira compreensão da natureza da realidade.

Ao Ilustrar a sua brilhante visão geral do caminho com as suas próprias experiências pessoais e conselhos sobre a forma de integrar a prática, o Dalai Lama traz esses ensinamentos para a vida. Dalai Lama mergulha profundamente no ensino da Grande Perfeição ou Dzogchen. O seu entusiasmo e admiração por esta profunda tradição brilha quando ele comenta um importante trabalho do grande mestre Dzogchen Longchen Rabjam.
Sua Santidade faz uma leitura erudita e inspirada da obra-prima “Mente em Conforto e Sossego: a Visão da Iluminação na Grande Perfeição”, escrita no século XIV por Longchen Rabjam, um dos fundamentos do budismo Dzogchen.


Estes ensinamentos, com a sua notável amplitude e riqueza, foram originalmente dados a uma audiência de dez mil pessoas no sul de França em 2000, e este livro capta perfeitamente a excelência da ocasião. Como Sogyal Rinpoche, anfitrião do Dalai Lama nesse encontro, disse: "Todos nós fomos movidos pela profundidade, relevância e acessibilidade desses ensinamentos; houve quem dissesse que eles estavam entre os mais notáveis que o Dalai Lama deu. Receber esses ensinamentos dele foi uma oportunidade de uma vida".
Combinando a mais alta sabedoria com uma profunda compaixão e humanidade, Mente em conforto e Facilidade oferece um vislumbre da sabedoria do Dalai Lama e uma visão panorâmica do caminho budista.


Excerto:
"...TRANSFORMANDO A MENTE: O jogo dos opostos
Agora deixe-me explicar as coisas de um ângulo diferente. O objectivo dos ensinamentos budistas é transformar a mente. Como é que a nossa mente pode ser transformada?
Uma formas é priorizar uma abordagem que antecipa e previna algo antes que possa acontecer. Por exemplo, o sofrimento é algo que ninguém quer, mas uma vez que algum tipo de sofrimento se instala, é bom ter um método para diminuí-lo. Ainda mais fundamental e eficaz, no entanto, é agir antes dos ataques de sofrimento e assim garantir que ele não precise de ocorrer. Se estamos a falar de problemas no mundo em torno de nós ou sobre o nosso próprio psicologia ou problemas emocionais, podemos antecipá-los e impedi-los de acontecer, evitando assim algo que não queremos."

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Livro | Porquê Meditar?



...É ao que eu me refiro quando digo "ser flexível" ao momento presente. Sim, com a meditação, pode experimentar um foco profundo ou um extraordinário sentido de graça...
Do livro "Como Meditar" por Pema Chödrön*.

Não meditamos para estarmos confortáveis. Ou seja, não meditamos para estarmos sempre bem. Talvez sinta alguma surpresa ao ler isto, porque muitas pessoas voltam-se para a meditação simplesmente para se "sentirem bem". No entanto, ficará contente em saber que o propósito da meditação não é sentir-se mal. Em vez disso, a meditação dá-nos a oportunidade de manter uma atenção aberta e compassiva a tudo o que ocorre.


O espaço de meditação é como o céu aberto: vasto, vasto o suficiente para acomodar qualquer coisa que surja. Na meditação os nossos pensamentos e emoções podem tornar-se numa espécie de nuvens que param e, em seguida, passam. O bom, o confortável, o agradável e o difícil e o doloroso: tudo isso vem e vai. Assim, a essência da meditação é trabalhar em algo algo que é bastante radical e certamente não é o nosso padrão usual, ou seja, estar com nós mesmos, não importa aconteça o que acontecer, sem colocar rótulos bons ou maus, certo ou errado, puro ou impuro. [...]




Ao meditarmos alimentamos cinco qualidades que começam a surgir ao longo dos meses e anos de prática. [...]

1. A primeira qualidade, que responde à pergunta: o que estamos a fazer quando meditamos - é a solidez: estamos a cultivar e a alimentar uma solidez com nós mesmos. [...] Através da meditação podemos desenvolver uma lealdade para com nós mesmos, o que se traduz imediatamente na fidelidade à experiência directa.

2. A segunda qualidade que geramos em meditação é a visão clara. Através da meditação adquirimos a capacidade de nos libertarmos quando nos vemos apegados a uma situação, endurecidos em determinadas circunstâncias ou com certas pessoas, ou fechados para a vida. Começamos a ver o início de uma cadeia de reacções neuróticas que limitam a nossa capacidade de sentir alegria ou de conexão com os outros.

3. A terceira qualidade é o cultivo gradual da coragem. (E aqui a palavra "gradual" é muito importante, pois pode ser um processo lento). Eventualmente, vai encontrar-se a desenvolver a coragem de experimentar o seu desconforto emocional, além de provas e problemas que a vida apresenta.

4. A quarta qualidade é a capacidade de despertar para a vida a cada momento, como ele é. É a verdadeira essência da meditação. Nós prestamos atenção a este preciso momento. [...] Portanto, aceitamos o momento presente, para a pessoa que quer acordar e abrir o seu coração e mente, é um lugar muito poderoso. O momento presente é o fogo gerador da nossa meditação, o que nos move em direcção à transformação. Ou seja, o momento presente é o combustível da nossa jornada pessoal. O facto de nos encontrarmos com o desconhecido do momento permite-nos viver a vida, e os seus relacionamentos e compromissos de forma mais detalhada. Isso é viver plenamente.

5. A última qualidade relacionada com o facto de porquê meditar é o que eu chamo de "não tem importância". É ao que eu me refiro quando digo "ser flexível" ao momento presente. Sim, com a meditação, pode experimentar um foco profundo ou um extraordinário sentido de graça, bênção ou uma grande transformação ou uma coragem recém-descoberta, mas, depois, não importa. Este foi um dos maiores ensinamentos de meu mestre, Chogyam Rinpoche Tungpa: Não é importante. Lembro-me de uma vez ter recorrido a ele com o que eu achava que era uma grande experiência de meditação. Eu estava animada, e enquanto eu estava a relatar, ele tinha um certo olhar... Era uma espécie de olhar indescritível, olhar muito aberto. Não foi possível considerar compaixão ou julgamento, ou qualquer coisa assim.

E enquanto eu estava a contar, ele tocou-me com a sua mão e disse-me: "não tem ... importância...". Não estava a dizer "mal", nem estava a dizer "bem". Ele estava a salientar: "Essas coisas acontecem, e pode transformar a sua vida, mas, ao mesmo tempo, não lhes dês tanta importância, pois isso leva-te à arrogância e ao orgulho ou a sentires-te especial." Assim, a meditação ajuda-nos a cultivar esse sentimento da não importância, não uma declaração cínica, mas cheia de humor e flexibilidade. Já viu de tudo, e isso permite que ame tudo.

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*Pema Chödrön é uma monja plena, que pratica na tradição do budismo tibetano. Foi uma discípula do Venerável Chögyam Trungpa Rinpoche, cujos ensinamentos ela continua a disseminar entre estudantes ocidentais do mundo inteiro.

Nascida na cidade de Nova York, em 1936, Pema tem 2 filhos adultos e 2 netos. Formada pela Universidade da Califórnia, em Berkeley, foi professora primária por muitos anos, no Novo México e na Califórnia. Pema já havia passado dos 30 anos quando se ligou pela primeira vez aos ensinamentos budistas. Em 1971, ela viajou para os Alpes franceses, onde encontrou o Lama Chime Rinpoche, com quem estudou por muitos anos. Tornou-se uma noviça em 1974, enquanto estudava com Lama Chime, na Inglaterra.

Foco - O Motor Oculto da Excelência | Daniel Goleman



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O autor do bestseller internacional "Inteligência Emocional" regressa com uma análise pioneira do recurso mais escasso dos nossos dias e o segredo para a excelência na vida pessoal e profissional: a atenção. Ao longo de mais de duas décadas, o psicólogo e jornalista Daniel Goleman tem-nos mostrado o que há de inovador, surpreendente e importante nas ciências humanas.



Este livro aborda as especificidades da ciência da atenção, promovendo um debate há muito adiado sobre este pouco conhecido e subvalorizado recurso mental que assume uma importância enorme para a maneira como vivemos a nossa vida.

O funcionamento da atenção assemelha-se muito à de um músculo: se a utilizarmos mal, definha; se a trabalharmos bem, desenvolve-se. Numa época de distracções inesgotáveis, Goleman argumenta persuasivamente que agora, mais do que nunca, devemos aprender a apurar o nosso foco se queremos lidar com, e ser bem-sucedidos num mundo complexo.

Viver em não dualidade - Robert Wolfe



emocoes mindfulness
Através da lente da auto-realização, Robert Wolfe discute professores não duais modernos e antigos, explorando os ensinamentos de Jesus, Buda, Krishnamurti, Ramana Maharshi, Nisargadatta e outras fontes de pesquisa sobre a realidade...
#Livros

Viver em não dualidade versa sobre a natureza de viver sem divisão.
Nas últimas décadas, muitos no mundo ocidental começaram a olhar de novo para os ensinamentos espirituais antigos do Oriente: o Budismo Zen do Japão, o Budismo Tibetano do Dalai Lama, o Tao da China, os Sufis do Médio Oriente Muçulmano; as escrituras Vedanta da Índia. O que todas estas tradições espirituais têm em comum é um ponto de vista que é diferente do convencional Cristianismo, Judaísmo e Islamismo.

V


Viver em não dualidade é uma exploração prática do que significa a Unicidade na vida quotidiana. Através da lente da auto-realização, Robert Wolfe discute professores não duais modernos e antigos, explorando os ensinamentos de Jesus, Buda, Krishnamurti, Ramana Maharshi, Nisargadatta e outras fontes de pesquisa sobre a realidade, como a realidade não-dual na física moderna. Não é só uma reflexão pessoal apaixonada e exigente sobre a experiência não-dual, viver em não dualidade é um livro guia para a harmonia entre ciência e insight espiritual.

 Livro disponível para download gratuito no site do autor

A Arquitectura da Felicidade



A
lain de Botton é um escritor e produtor suíço responsável pela abordagem de temas filosóficos complexos de uma forma despretenciosa e interessante. Estudou na Universidade de Cambridge, na Inglaterra, e hoje, além de ser celebrado nos círculos intelectuais, popularizou-se entre jovens do mundo todo devido sua particular abordagem a assuntos universais, como amor e carreira.

No seu livro “A arquitectura da felicidade”, Botton utiliza um método que simplifica assuntos restritos até então ao círculo académico e abre para o grande público aspectos psicológicos, filosóficos, históricos e estéticos da arquitectura.

Botton inicia ao escrever sobre algo que todos já vivenciaram, mas a maioria nunca parou para pensar: a arquitectura não nos proporciona apenas refugio físico, mas também psicológico. Actua como guardiã de nossa identidade: decoramos o nosso lar com objectos e mobiliários que trazem à memória momentos das nossas vidas que nos fazem lembrar quem somos. A casa em si não possui soluções para os problemas que afligem os seus moradores, mas os seus aposentos evidenciam uma felicidade à qual a arquitectura deu a sua contribuição característica.

A nossa identidade está indelevelmente associada ao lugar em que vivemos e junto com ele se transforma. Esta questão sempre foi subestimada e estamos frequentemente anestesiados e acomodados com os ambientes em que vivemos, sendo difícil a tarefa de reconhecer o quanto eles influenciam o nosso modo de ser. Queiramos ou não somos pessoas diferentes em lugares diferentes. Basicamente, esta é a premissa para acreditarmos na importância da arquitectura e na sua função de esclarecer em grande medida quem poderíamos idealmente ser.

Adquirir

A Neurociência das conexões humanas



No recente livro Social, o psicólogo Matthew Lieberman explora investigação inovadora em neurociência social, revelando que a nossa necessidade de conexão com outras pessoas é ainda mais fundamental, mais básico do que a nossa necessidade de comida ou abrigo . Devido a isso, o nosso cérebro usa o seu tempo livre a aprender sobre o mundo social - as outras pessoas e a nossa relação com elas. Acredita-se que devemos passar 10.000 horas para dominar essa compêtencia. De acordo com Lieberman, cada um de nós passou 10 mil horas a aprender a fazer sentido de pessoas e grupos no momento em temos 10 anos.
Neste livro argumenta-se que a nossa necessidade de alcançar e nos conectarmos com os outros é o principal motor subjacente ao nosso comportamento. Acreditamos que a dor e o prazer guiam sozinhas as nossas acções. No entanto, uma nova pesquisa usando  ressonância magnética funcional (fMRI) - incluindo uma grande quantidade de pesquisa original realizada por Lieberman e seu laboratório da UCLA - mostra que o nosso cérebro reage à dor e ao e prazer social, da mesma forma como reagimos à dor e ao prazer físicos. Felizmente, no cérebro evoluíram mecanismos sofisticados para garantir o nosso lugar no mundo social. Temos uma capacidade única de ler a mente das outras pessoas, para descobrir as suas esperanças, medos e motivações, o que nos permite coordenar de forma eficaz as nossas vidas uns com os outros. E o nosso sentido mais íntimo do que somos está intrinsecamente ligado às pessoas e grupos importantes nas nossas vidas. Esta rede muitas vezes leva-nos a restringir os nossos impulsos egoístas para o bem maior. Estes mecanismos levam a um comportamento que pode parecer irracional, mas é realmente apenas o resultado da nossa profunda ligação social e necessários para o nosso sucesso como espécie.

Baseado nas mais recentes investigações, os resultados em Social têm importantes implicações no mundo real. As nossas escolas e empresas, por exemplo, tentam minimizar as distrações sociais. Mas esta é exactamente a postura errada a tomar para incentivar o envolvimento e a aprendizagem, e, literalmente, desligam o cérebro social, deixando poderosos recursos neuro-cognitivos inexplorados. Os insights revelados neste livro pioneiro sugerem formas de melhorar a aprendizagem nas escolas, tornar o trabalho mais produtivo e melhorar o nosso bem-estar geral.


O milagre da Mindfulness: Uma Introdução à Prática da Meditação



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"Mindfulness is the miracle by which we master and restore ourselves"
Por Thich Nhat Hanh

Neste guia belo e lúcido, o prezado mestre Zen Thich Nhat Hanh apresenta a sua abordagem para alcançar um estado de consciência atenta e paz interior e fornece estratégias e exercícios destinados a ajudar as pessoas a despertar para o momento presente. Desde lavar os pratos a atender o telefone, passando pelo descascar de uma laranja, ele lembra-nos que cada momento tem em si uma oportunidade para trabalhar em direcção a uma maior auto-compreensão e tranquilidade.


Excerto:
"Mindfulness is the miracle by which we master and restore ourselves. Consider, for example: a magician who cuts his body into
many parts and places each part in a different region — hands in the south, arms in the east, legs in the north, and then by some miraculous power lets forth a cry which reassembles whole
every part of his body. Mindfulness is like that — it is the miracle which can call back in a flash our dispersed mind and restore it to wholeness so that we can live each minute of life. "

Zen Mind, Beginner's Mind: Informal Talks on Zen Meditation and Practice



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"Mindfulness is the miracle by which we master and restore ourselves"
#Livros

Título original: Zen Mind, Beginner's Mind: Informal Talks on Zen Meditation and Practice

Mente Zen é uma daquelas frases enigmáticas que os mestres Zen utilizam para virá-lo “contra” si mesmo, prestando atenção ao conteúdo latente das palavras e começar a reflectir. "Eu sei o que minha mente é:" diz a si mesmo", mas o que é a mente Zen? " E, em seguida: "Mas eu realmente sei o que minha mente é? "É o que estou a fazer agora? É o que eu estou a pensar agora? " E se então eu devesse tentar sentar-se fisicamente tranquilo, ainda que por pouco tempo para ver se é possível responder às minhas questões, procurando perceber a mente irrestrita.
A inocência deste primeiro questionamento de apenas perguntar o que sou - é a mente de principiante. A mente de principiante é necessária em a toda prática zen. É a mente aberta, a atitude que inclui tanto a dúvida quanto a possibilidade, a capacidade de ver as coisas sempre como novas e frescas. Ela é necessária em todos os aspectos da vida. Mente de principiante é a prática de espírito zen.
Este livro surgiu a partir de uma série de palestras dadas pelo Mestre Zen Shunryu Suzuki para um pequeno grupo em Los Altos, Califórnia. Juntou-se os seus períodos de meditação, uma vez por semana e depois respondeu às suas perguntas e tentou incentivá-los na sua prática do Zen e ajudá-los a resolver os problemas da vida. A sua abordagem é informal e ele clssifica os seus exemplos de acontecimentos comuns e senso comum. Zen é aqui e agora e Suzuki afirma que pode ser tão significativo para o Ocidente quanto para o Oriente. Os seus ensinamentos e prática fundamental são retirados de todos os séculos de Zen Budismo e especialmente de Dogen, um dos mais importantes e criativos de todos os mestres zen.

Aonde Quer Que Eu Vá | Jon Kabat-Zinn



Jon Kabat-Zinn é o fundador e director da Clínica de Redução de Stresse no Centro Médico da Universidade de Massachusetts e Professor Associado no departamento de Medicina Preventiva e Comportamental. Kabat-Zinn tem ensinado directamente milhares de pessoas e inspirado muitas mais a reduzir o stresse e a dor crónica e a viver uma vida mais plena através da meditação mindfulness. Neste livro, ele dirige-se  para o público em geral. Como investigador, o seu trabalho tem incidido principalmente na interacção corpo-mente na cura, e nas aplicações da meditação para as pessoas com dores crónicas e com problemas de stresse.


Este livro é um guia muito simples de meditação pura, aquela que pode praticar aonde quer que vá, onde quer que esteja, sempre que quiser. Fora do tempo e dentro dele.


meditação mindfulness consiste simplesmente em estar consciente do momento presente. O título, Wherever You Go There You Are, em Português Aonde Quer Que Eu Vá, enfatiza isso mesmo de forma levemente humorística. O livro é muito fácil de ler, com capítulos curtos, alguns tão curtos como um único parágrafo. Cada capítulo apresenta uma única ideia relacionada com a consciência plena. O livro pode ser usado como um guia para iniciar a prática da atenção plena, ou pode ser usado como um livro de meditação diária.

O estilo de escrita do autor é simples e acessível. As suas frases simples podem expressar ideias profundas de forma a fazer o leitor parar e pensar. As origens budistas da meditação mindfulness são apresentadas de forma compreensível para um público ocidental. Jon Kabat-Zinn junta o Oriente com o Ocidente para apresentar uma abordagem ponderada e prática, ajudando aqueles que sofrem com o stresse da vida moderna.
Ensinando-nos a estar mais plenamente presentes nas nossas vidas, a abordagem de Kabat-Zinn para a mindfulness pode ajudar aqueles que sofrem de uma doença crónica, bem como aqueles que estão sofrem de elevados níveis de stresse. Recomendo este livro a todas as pessoas.

A meditação

"Quando falamos de meditação, é importante que se saiba que não se trata de uma actividade enigmática e estranha. Não envolve tornar-se numa espécie de zombie, vegetal, egocêntrico narcisista, centrado no seu umbigo, seguidor de um culto, devoto, místico, ou filósofo oriental. A meditação é simplesmente acerca de ser você mesmo e saber algo sobre quem você é.
Trata-se de começar a perceber que está num caminho, quer aprecie ou não, ou seja, esse caminho é a sua vida. A meditação pode ajudar a ver que esse caminho a que chamamos de nossa vida tem direcção, que está sempre em mudança, momento a momento; e que o que acontece agora, neste momento, influencia o que acontece depois".


A prática da meditação

Tendemos a estar particularmente desatentos ao facto de estarmos a pensar, praticamente, de forma constante. O fluxo incessante de pensamentos que passam pelas nossas mentes deixa-nos muito pouco espaço para o silêncio interior. E damos pouco espaço para nós mesmos, só para ser, sem ter que andar a correr de um lado para o outro, constantemente a fazer coisas. As nossas acções são muito frequentemente orientadas de forma inconsciente, ao invés de serem realizadas em consciência, orientadas por esses pensamentos perfeitamente normais e pelos impulsos que percorrem a nossa mente como um rio correndo, em muitos casos como uma cascata. Somos apanhados na torrente e acabamos por submergir as nossas vidas, uma vez que nos leva a lugares que podemos não gostar e podemos nem nos aperceber a direcção que estamos a tomar.


"A meditação significa aprender a sair dessa corrente, a parar, a senti-la e a ouvi-la, aprender com ela dela, e depois usar as suas energias para nos guiar, em vez de nos tiranizar. Este processo não acontece magicamente por si só. É preciso energia. Chamamos ao esforço para cultivar a nossa capacidade de estar no momento presente de "prática" ou "prática de meditação."
"Se ainda não notou, tende a haver uma corrente de pensamentos e emoções que fluem através das nossas mentes praticamente a cada segundo das nossas vidas (O meu palpite é que já deve ter-se apercebido).
Pense na corrente de pensamentos e sentimentos como um rio. Às vezes suave e às vezes transbordando e plena de fúria.

Um dos principais objectivos da meditação é ajudar-nos a aprender a sair dessa corrente e a observá-la a partir da costa. E, à medida que praticamos e observamos ... sair da corrente e observar ... sair da corrente e observar ... Fortalecemos os músculos da nossa mente e por isso temos mais probabilidade de controlar qualquer emoção (seja impaciência, raiva ou vergonha) que ameace arrebatar-nos."

Excertos de Wherever You Go There You Are de Jon Kabat-Zinn
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O Poder do Silêncio


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Variando da contemplação cristã no deserto Egípcio para a meditação Vipassana na Índia, a partir do silêncio compartilhado das reuniões Quaker em Oxford para o profundo silêncio dos Alpes, este é um livro poderoso sobre uma grande lacuna na consciência do homem moderno




No mundo moderno, somos assaltados por todos os lados pelo ruído, mas o silêncio pode mudar a nossa vida e este livro explica porquê e como.

O silêncio é um reino misterioso e imperscrutável, talvez o mais subutilizado de todos os recursos, e um recurso que a nossa cultura moderna fez desaparecer, aumentando o controlo do volume.

Graham Turner explora o poder que pode ser encontrado no silêncio através de entrevistas a monásticos, líderes religiosos, compositores, actores, psicoterapeutas, prisioneiros e trabalhadores da paz sobre as suas experiências da prática do silêncio. Variando da contemplação cristã no deserto Egípcio para a meditação Vipassana na Índia, a partir do silêncio compartilhado das reuniões Quaker em Oxford para o profundo silêncio dos Alpes, este é um livro poderoso sobre uma grande lacuna na consciência do homem moderno.

comprar: Amazon (Inglês)

Eckart Tolle - O poder do agora um guia para a iluminação espiritual



emocoes mindfulness
A palavra iluminação transmite a ideia de uma conquista sobre-humana – e isso agrada ao ego...
#Livros

2 excertos do livro:

O PODER DO AGORA
UM GUIA PARA A ILUMINAÇÃO ESPIRITUAL
* * *
Eckhart Tolle



"...Pergunto: consegue livrar-se da sua mente quando quer? Já encontrou o botão que a “desliga”?
A ideia é parar de pensar completamente? Não, não consigo, a não ser por um ou dois segundos. Então, é porque a mente o/a usa. Estamos tão identificados com ela que nem percebemos que somos seus escravos. A liberdade começa quando percebemos que não somos a entidade dominadora, o pensador. Saber disso nos permite observar a entidade. No momento em que começamos a observar o pensador, activamos um nível mais alto de consciência. Começamos a perceber, então, que existe uma vasta área de inteligência além do pensamento, e que este é apenas um aspecto diminuto da inteligência.
Percebemos também que todas as coisas realmente importantes como a beleza, o amor, a criatividade, a alegria e a paz interior surgem de um ponto além da mente. É quando começamos a acordar."



"NÓS NÃO SOMOS A NOSSA MENTE
O maior obstáculo para a iluminação

A palavra iluminação transmite a ideia de uma conquista sobre-humana – e isso agrada ao ego –, mas é simplesmente o estado natural de sentir-se em unidade com o Ser. É um estado de conexão com algo imensurável e indestrutível. Pode parecer um paradoxo, mas esse “algo” somos essencialmente nós e, ao mesmo
tempo, é muito maior do que nós. A iluminação consiste em encontrar a verdadeira natureza por trás do nome e da forma. A incapacidade de sentir essa conexão dá origem a uma ilusão de separação, tanto de nós mesmos como do mundo envolvente.

Quando nós percepcionamos, consciente ou inconscientemente, como um fragmento
isolado, o medo e os conflitos internos e externos tomam conta da sua vida."



Sinopse:
Um texto que nos traz uma lição simples e singela: como usar o potencial do presente, como viver no agora. A nossa mente tende sempre a seguir um caudal de pensamentos, dirigindo-se para o passado ou para o futuro, esquecendose constantemente do presente. Mas é no presente, e na consciência do presente, que podemos encontrar a paz e a libertação. De forma prática e acessível, esta obra, uma apresentação do misticismo clássico para os tempos modernos, dá-nos a ver como aceder ao poder ilimitado do agora.

Wook

A Revolução da Atenção ~ Revelando o Poder da Mente Focada



emocoes mindfulness
Few things affect our lives more than our faculty of attention...
#Livros


Alan Wallace, o físico que foi monge. Hoje, além de escritor de quatro livros sobre ciência e práticas contemplativas, ele comanda neurocientistas, sociólogos e psicólogos, num instituto de estudos da consciência, na Califórnia




Depois de apresentar os efeitos doentios resultantes da incapacidade de focar a mente, o autor segue explorando um caminho sistemático de meditação que intensifica a capacidade de manter a concentração. Ao longo do caminho, Wallace cria vários interlúdios, oferecendo práticas complementares para o cultivo do amor, da compaixão e da pureza em nossas vidas. A atenção é a chave que torna possível o acesso à nossa mudança pessoal, e a boa nova é que a atenção pode ser treinada. Este livro mostra como fazê-lo.

Excelente livro


Fica o índice em inglês e um pequeno excerto:

CONTENTS

Preface xi
Introduction 1

THE BEGINNING STAGES: MINDING THE BREATH
Stage 1: Directed Attention 13
Interlude: Loving-Kindness 23
Stage 2: Continuous Attention 29
Interlude: Compassion 39
Stage 3: Resurgent Attention 43
Interlude: Empathetic Joy 57
Stage 4: Close Attention 59
Interlude: Equanimity 69

THE INTERMEDIATE STAGES: SETTLING THE MIND

Stage 5: Tamed Attention 77
Interlude: Tonglen—“Giving and Taking” 95
Stage 6: Pacified Attention 99
Interlude: Lucid Dreaming—Daytime Practice 111
Stage 7: Fully Pacified Attention 117
Interlude: Lucid Dreaming—Nighttime Practice 125


THE ADVANCED STAGES: ILLUMINATING AWARENESS
Stage 8: Single-Pointed Attention 131
Interlude: Dream Yoga—Daytime Practice 139
Stage 9: Attentional Balance 143
Interlude: Dream Yoga—Nighttime Practice 149
Stage 10: Shamatha 155
Conclusion: A Look Ahead 167
Appendix: Synopsis of the Nine Stages 174

Notes 177
Bibliography 185
Index 191


"Few things affect our lives more than our faculty of attention. If we can’t
focus our attention—due to either agitation or dullness—we can’t do
anything well.We can’t study, listen, converse with others, work, play,
or even sleep well when our attention is impaired. And for many of us, our
attention is impaired much of the time.
People whose attention falls well below normal may be diagnosed with
an attention deficit/hyperactivity disorder (ADHD), and the most common
treatment for this problem is with pharmaceuticals. The popularity of
Ritalin and similar drugs has increased dramatically in recent years, and the
United States manufactures and consumes five times more of such drugs
than the rest of the world combined. The many detrimental side effects of
ADHD drugs are deemed a small price to pay for suppressing the symptoms
of attention disorders. This materialistic approach to treating ADHD is
enormously profitable for the drug manufacturers, but it is profoundly disempowering
for the individuals who become reliant on them. While our
culture may proclaim “Just say no to drugs,” when it comes to treating
attention disorders, the message is “Go for the quick fix...”




Fnac

Happiness- A Guide To Developing Life's Most Important Skill



emocoes mindfulness
"A verdadeira e duradoura felicidade não é apenas possível, mas é um nosso direito inato."
#Livros


Com compaixão, lógica incisiva e humor contagiante,
Matthieu Ricard expõe as falsas e limitadas premissas que
temos sobre o nosso potencial enquanto seres humanos e mostra-nos que a
verdadeira e duradoura felicidade não é apenas possível, mas é um nosso direito inato.
Este é um livro notável de um dos mais sábios e amigos espirituais mais confiáveis "
Richard Gere






Happiness - Table of Contents

Talking About Happiness
Is Happiness the Purpose of Life?
A Two-Way Mirror: Looking Within, Looking Without
False Friends
Is Happiness Possible?
The Alchemy of Suffering
The Veils of the Ego
When Our Thoughts Become Our Worst Enemies
The River of Emotion
Disturbing Emotions: The Remedies
Desire
Hatred
Envy
The Great Leap to Freedom
A Sociology of Happiness
Happiness in the Lab
Happiness and Altruism: Does Happiness Make Us Kind or Does Being
Kind Make Us Happy?
Happiness and Humility
Optimism, Pessimism, and Naivete
Golden Time, Leaden Time, Wasted Time
One with the Flow of Time
Ethics as the Science of Happiness
Happiness in the Presence of Death
A Path