Autocompaixão - o que é?

emocoes mindfulness
É interessante que noutras áreas das nossas vidas nós entendemos que ser duro não funciona. Tomemos o exemplo da parentalidade. Décadas atrás pensava-se que a punição...
Muitos de nós estamos habituados a ser demasiado autocrítico(a)s. Não será surpreendente, pois na nossa sociedade somos ensinados a ser duro(a)s a nosso respeito, muitas vezes com excesso de culpabilidade, desde as nossas ações até à nossa aparência. A autocrítica tem sido o caminho preferido para o sucesso. Raramente pensamos em nós mesmos mostrando bondade ou até mesmo se o fizermos, preocupamos-nos, pois podemos ser egoístas, complacentes ou arrogantes.

Mas a investigação tem descoberto que a autocrítica tem o potencial para sabotara nossa vida e produz uma variedade de consequências negativas. Por exemplo, de acordo com Kristin Neff, Ph.D., professora associada de desenvolvimento humano na Universidade do Texas, em Austin, os estudos têm demonstrado que a autocrítica pode levar a baixa auto-estima, ansiedade e depressão. Neff é a autora de diversos livros e artigos científicos sobre a autocompaixão e desenvolveu, em conjunto com Germer o programa de treino em compaixão Mindful Self-Compassion.


A autocompaixão tem sido associada a um maior bem-estar, incluindo diminuição da ansiedade e depressão, competências emocionais para lidar como os problemas mais eficazes e compaixão pelos os outros. Pode ser considerada com um conceito constituído por 3 dimensões.

1. Autobondade: Ser bondoso(a), gentil e compreensivo(a) com você mesmo(a) quando está em sofrimento.

2. Condição Humana Comum: Perceber que não está sozinho nas suas lutas. Quando estamos em luta temos a tendência nos sentirmos especialmente isolados. Tendemos a pensar que somos os únicos a enfrentar a perda, a cometer erros, a nos sentirmos rejeitados ou a falhar. Mas são essas mesmas lutas que fazem parte da nossa experiência partilhada, como seres humanos.

3. Mindfulness: Observar a vida como ela é, sem julgar ou suprimir os seus pensamentos e sentimentos.  Envolve a permissão e a aceitação dos sentimentos próprios, sem uma excessiva sobre-identificação com os mesmos.


Mitos sobre a autcompaixão

Numa sociedade que cultiva valores de competição, é fácil proliferarem mitos associados à autocompaixão. Abaixo, Neff dissipa alguns desses mitos comuns e que podem ser sérios obstáculos no caminho das pessoas que procuram ser gentis com elas mesmos.

Mito: A autocompaixão é auto-piedade ou egocentrismo.
Fato: A auto-piedade é estar imerso nos seus próprios problemas, esquecendo-se que outros lutam, também. No entanto, ser auto-compassivo é ver as coisas exatamente como elas são - nem mais nem menos, ela disse. Significa reconhecer que está a sofrer, embora reconhecendo que os outros têm problemas semelhantes ou estão a sofrer ainda mais. É colocar os seus problemas em perspectiva.

Mito: A autocompaixão é autoindulgência.
Fato: Ser autocompassivo não significa buscar unicamente o prazer, disse Neff. Não está a esquivar-se das responsabilidades ou a ser preguiçoso. Em vez disso, a auto-compaixão concentra-se em aliviar o sofrimento.

Mito: A autocrítica é um motivador eficaz.
Fato: Não há realmente nada de motivador em criticar-se a si mesmo, afirma Neff, porque poderá conduzir a que tema o fracasso e a que perca a confiança em mim mesmo. Mesmo se conseguir grandes realizações, tem muitas vezes uma visão negativa de si mesmo(a).

É interessante que noutras áreas das nossas vidas nós entendemos que ser duro não funciona. Tomemos o exemplo da parentalidade. Décadas atrás pensava-se que a punição e a crítica severas eram eficazes em manter as crianças "na linha", ajudando-as a aprender e a fazer o bem. No entanto, hoje sabe-se que ser um pai/mãe que apoia e incentiva é mais benéfico. A autocompaixão age como um pai/mãe carinhoso(a). Assim, mesmo quando não desempenhar da forma como gostaria, ainda está solidário e permite aceitar-se a si mesmo. Como um pai amável, o seu apoio e amor são incondicionais e percebe que está tudo bem, mesmo que não seja perfeito.

Isso não significa ser complacente. A autocrítica derruba-nos; presume que "eu sou fraco." A autocompaixão, no entanto, concentra-se na mudança do comportamento que está na causa da sua infelicidade e mal-estar.


Estratégias para cultivar a auto-compaixão

Ser autocompassivo pode parecer estranho no início. Isso pode ser mais difícil para alguns indivíduos, especialmente se já experimentaram situações traumáticas fortes. Por isso é importante trabalhar com um terapeuta.

Estas estratégias podem ajudar.

1. Pense em como iria tratar alguém. A coisa mais simples que pode fazer, de acordo com Neff, é imaginar o que faria se alguém próximo veio até si depois de ter falhar ou de ser rejeitado(a). O que diria a essa pessoa? Como iria tratá-lo(a)?

2. Tenha cuidado com a sua linguagem. Pode estar tão acostumado(a) a criticar -se a si mesmo que nem percebe que o está a fazer. Por isso, ajuda prestar especial atenção às palavras que usa para falar consigo mesmo. Se não diria as mesmas afirmações para alguém que gosta, então está sendo autocrítico(a), disse Neff.

3. Conforte-se com um gesto físico. Gestos físicos calorosos têm um efeito imediato sobre os nossos corpos, ativando o sistema parassimpático, que acalma o nosso sistema, disse Neff. Especificamente, gestos físicos "vão tirá-lo(a) da sua cabeça e deixá-lo(a) no seu corpo", disse ela, o que é importante uma vez que "a mente gosta de fugir com narrativas." Por exemplo, ela sugere colocar as mãos sobre o coração ou simplesmente segurar o seu braço. A maior do gestos são úteis.

4. Memorize um conjunto de frases compassivas. Sempre que der por si a dizer/pensar: "Eu sou terrível", ajuda a ter algumas frases preparadas. Escolha declarações que realmente tenham eco em si. Combinando isso com um gesto físico - como as mãos sobre seu o coração - é especialmente poderoso, disse Neff. Ela usa as seguintes frases:

* Este é um momento de sofrimento.
* O sofrimento faz parte da vida.
* Que eu possa ser gentil comigo mesmo neste momento.
* Que eu possa dar-me a compaixão que eu preciso.
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17 Set | Mindfulness e Auto-Compaixão (M.S.C.)













MINDFULNESS E

AUTO
COMPAIXÃO

Programa de treino em Mindful Self-Compassion (MSC) de C. K. Germer e K. Neff

Orientado por
Vicente Simón (Psiquiatra) e Marta Alonso (Psicóloga) | AEMIND




17 a 20 SET 2015 | Barcelos




INTRODUÇÃO

O MSC (Mindful Self-Compassion) é um programa de treino, com forte apoio empírico, projetado para cultivar a capacidade de compaixão e de amor incondicional consigo mesmo. Baseado nas investigações inovadoras de Kristin Neff e na experiência clínica de Christopher Germer, o MSC ensina princípios e práticas que permitem aos participantes responder aos momentos difíceis das suas vidas com bondade, atenção e compreensão, curando a relação consigo mesmo

Asociación Española de Mindfulness



OUTROS EVENTOS




O MSC pode ser aprendido por qualquer pessoa, até mesmo aquele(a)s que não receberam afeto suficiente na infância ou que se sentem desconfortáveis quando são bondoso(a)s consigo mesmo(a)s. É uma atitude corajosa que nos protege do dano, incluindo danos que involuntariamente infligimos a nós mesmos através da auto-crítica, do isolamento ou da introspeção obsessiva. Compaixão por si mesmo traz força emocional e resiliência, permitindo-nos reconhecer as nossas falhas, motivando-nos com bondade, a perdoar a nós mesmos quando necessário, ajudando a relacionar-nos com os outros a partir do coração e a sermos verdadeiramente nós mesmos.
OBJETIVOS DO CURSO
Quando o participante finalizar o curso pretende-se que seja capaz de:

► Deixar de tratar-se a si mesmo com dureza;
► Gerir as emoções difíceis com facilidade;
► Motivar-se a si mesmo dando-se ânimo em vez de criticar-se;
► Transformar as relações difíceis, tanto antigas como novas;
► Chegar a ser o melhor cuidador de si mesmo;
► Aprender exercícios de mindfulness e de auto-compaixão para a vida quotidiana;
► Saborear a vida e cultivar a felicidade;
► Compreender a teoria e parte da investigação subjacentes à auto-compaixão.
DESTINATÁRIOS
Dirigido a:
► Qualquer pessoa que queira aprofundar a prática da autocompaixão;
► Profissionais de saúde;
► Educadores;
► Outras pessoas interessadas.
► O certificado final será entregue a quem participar em todas as sessões. Para a realização do curso não é necessária experiência, nem conhecimentos prévios em Mindfulness.




A coisa mais fascinante sobre a compaixão é que quando ela emerge espontaneamente em si uma
porta interior abre-se para aquela experiência original de amor, que é parte de sua realidade fundamental.


~ Sua Santidade o Dalai Lama


Orientadores



Vicente Simón



Vicente Simón é professor de Psicobiologia, investigador e docente experiente.
Estudou medicina na Universidade de Valência e terminou o doutoramento nessa universidade em 1973. O seu interesse em expandir o conhecimento levou-o a trabalhar como um Investigador Auxiliar (Wissenschaftlicher Assistent) no Departamento de Fisiologia da Universidade de Ruhr (Alemanha). Foi lá que se começou a ‘desviar-se’ da medicina tradicional para o estudo do comportamento.
De volta a Valência especializou-se em Psiquiatria e começou a dar aulas de Psicologia Fisiológica na Escola de Psicologia da Universidade de Valência.
Ganhou o título de Catedrático de Psicobiologia em 1983. Por muitos anos, realizou investigação básica em farmacologia comportamental, tendo publicando diversos artigos científicos em revistas internacionais.

Desde há 20 anos têm-se dedicado ao estudo da consciência e à prática meditação. Em 2007 publicou o revisão "Mindfulness e Neurobiologia", um trabalho pioneiro que coleta os avanços mais significativos neste campo interdisciplinar.

É membro fundador e presidente honorário da Associação Espanhola de Mindfulness, AEMIND (anteriormente amys): a primeira associação de Mindfulness criada em Espanha. Atualmente é professor de cursos de meditação e mindfulness, conferencista de renome e orienta grupos de meditação, especialmente profissionais de saúde mental.

É autor dos livros:
► "Aprender a Praticar a Atenção Plena";
► "Viver Conscientemente" e;
► "Introdução à Mindfulness";
► co-editor de "Mindfulness na Prática Clínica"; e em Português:
► "O Poder da Meditação - Mindfulness"
► A lista completa das publicações podem ser encontradas em:
www.vicentesimon.com e as atividades em: www.mindfulnessvicentesimon.com





Marta Alonso

globalc.es

Marta Alonso Maynard é Psicóloga e Especialista em Psicologia Clínica pelo Ministério da Educação e Ciência. Dirige desde 1995 o Global-C, Centro de Mindfulness e Psicologia Clínica, em Valência, do qual é fundadora.
É reconhecida como Especialista Europeia em Psicoterapia pela E.F.P.A.

Mindfulness é a sua principal abordagem terapêutica na prática clínica. É membro fundador e presidente da Associação Espanhola de Mindfulness, AEMIND (anteriormente amys): a primeira associação de Mindfulness criada em Espanha, de âmbito nacional.

Tem formação no Programa MSC (Mindful Self-Compassion) pelos seus criadores: Christopher Germer e Kristin Neff.

Mestre em Psicologia Clínica e Mestre em Psicoterapia infanto-juvenil pela SEPYPNA (Sociedade Espanhola de Psicopatologia e Psicoterapia de Crianças e Adolescentes). Ensinou no Colégio Oficial de Psicólogos de Valência e docente e conferencista em diversas instituições ao longo dos últimos quinze anos. Desenvolveu este trabalho educativo e informativo, principalmente nas áreas de Mindfulness, Desenvolvimento Pessoal, Dependência Emocional e Relacionamentos Saudáveis. Coordena grupos de prática e treino em Mindfulness e Compaixão para terapeutas e pacientes em todo a Espanha. Tem o Certificado Europeu de Competência Profissional em Psicologia - Europsy.

► Em 2013 publicou com Vicente Simón e outros o livro: "Mindfulness en la Prática Clínica".

Entrevista de Vicente Simón na RTVE
http://www.rtve.es/alacarta/videos/para-todos-la-2/para-todos-2-conciencia-plena-entrevista-vicente-simon/1225613/








O QUE ESPERAR?

Diz-se que "o amor revela tudo, apesar de nós mesmos." Porque pode encontrar algumas emoções difíceis na prática da auto-compaixão, os professores estão empenhados em proporcionar um ambiente seguro e de apoio para esse processo.


Este formato de retiro de 4 dias é uma forma alternativa de experimentar o programa de MSC (MSC; Mindful Self-Compassion) de 8 semanas e pode ser o primeiro passo para a formação posterior que possibilite ministrar cursos baseados em Mindfulness e Autocompaixão. O formato intensivo e o de 8 semanas têm o mesmo programa e número de horas.

Autocompaixão - o que é?
Artigos científicos sobre Auto-Compaixão

As atividades do programa incluem:

► Meditações específicas;
►Curtas palestras;
► Exercícios experienciais;
► Partilhas em grupo.

O objetivo fundamental é que os participantes vivenciem diretamente a experiência da compaixão em relação a si mesmos e aprendam as práticas que a evocam na vida quotidiana.

O MSC é essencialmente um programa de treino em compaixão, em vez de um treino em Atenção Plena, como o MBSR. O MSC também não é psicoterapia, o MSC enfatiza a construção de recursos emocionais, em vez de abordar directamente as velhas feridas. A mudança ocorre naturalmente à medida que desenvolvemos a capacidade de estar com nós mesmos de uma forma mais amigável e compassiva.



Meditações Guiadas MSC



Compasión | Metta hacia uno mismo


Compasión | Tonglen para uno mismo
Mais Meditações Guiadas

INSCRIÇÃO




ORIENTAÇÃO:370€
ESTADIA: 125€ (inclui alojamento + 3 refeições diárias)
DATA LIMITE DE INSCRIÇÃO: 10 de Junho 2015

O custo total do curso é o valor do alojamento + o valor da orientação.

O que recebe cada participante?
► Para além de ter acesso aos altos padrões de qualidade da Associação Espanhola de Mindfulness, cada participante irá receber:
► Manual de trabalho do aluno;
► CD triplo de treino e de meditações guiadas em mp3;
As horas deste curso são convalidadas para futuras formações de formadores em Mindfulness;
► Certificado oficial válido internacionalmente;
(O certificado final será entregue a quem participar em todas as sessões)

Condições de estadia: Quartos com excelentes condições (individual ou duplo), todos com WC e banho privativo e com luz natural. Camaratas disponíveis para quando os quartos esgotarem.



Data | Local
17 a 20 de Setembro 2015 | Barcelos



► Dirigido a: qualquer pessoa que queira aprofundar a prática da autocompaixão: profissionais da saúde, educadores e outras pessoas interessadas. Para a realização do curso não é necessária experiência, nem conhecimentos prévios em Mindfulness.
► O curso será orientado em Espanhol;
► Data limite de inscrição: 15 Junho.
► É necessária inscrição prévia através do preenchimento do formulário disponível - será enviado um e-mail indicando a disponibilidade e informações adicionais.
► Convém trazer roupas largas, uma almofada e um tapete de yoga (caso tenha).
► O Retiro é aberto a todos e não implica nenhum conhecimento teórico ou prático de meditação.
► O curso decorre com um mínimo e máximo de participantes (inscrições limitadas).
► A alimentação pode ser omnívora e vegetariana. Se tiver alguma nota que requeira alteração de alimentação, por favor, avise antecipadamente. No campo destinado a comentários poderá escolher o seu tipo de alimentação.
► O programa está sujeito a pequenas alterações.
► Agravamento: Depois de 01 de Junho acresce 50€ ao valor inicial da inscrição.
► Cancelamento: Até 01 Junho reembolso de 80%. A partir dessa data não há reembolso.


Para mais informações:
e-mail: eventos.spmbe(@)gmail.com
Vítor Bertocchini


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a meditação (MBSR) pode ser o caminho para o alívio das enxaquecas

De acordo com um novo estudo realizado pelos investigadores do Wake Forest Baptist Medical Center a meditação pode ser o caminho para o alívio das enxaquecas.
O stresse é um factor despoletador conhecido nas dores de cabeça e a investigação tem apoiado os benefícios gerais das intervenções mente-corpo para as enxaquecas, mas não tem havido muita investigação para avaliar as intervenções específicas, padronizadas de meditação, disse Rebecca Erwin Wells, médica, professora assistente de neurologia da Wake Forest Baptist e principal autora do estudo publicado na edição online da revista Headache.
O estudo foi desenhado para avaliar a segurança, viabilidade e efeitos de uma intervenção padronizada de meditação e de yoga, denominada de Redução de Stresse Baseada em mindfulness (MBSR; Mindfulness-Based Stress Reduction) em adultos com enxaqueca.

Dezanove adultos foram divididos aleatoriamente em dois grupos e com 10 elementos a receberam a intervenção MBSR e nove a receberem atendimento médico padrão/”normal”. Os participantes que realizaram as oito aulas semanais para aprender e experimentar as técnicas de MBSR foram orientados a praticar 45 minutos em casa, pelo menos cinco dias por semana.

Os participantes do estudo foram avaliados antes e após o período experimental usando medidas objectivas de incapacidade, auto-eficácia e mindfulness (atenção plena). Eles também mantiveram registos das dores de cabeça durante todo o período experimental para captar a frequência, gravidade e duração das suas enxaquecas.

Descobrimos que os participantes do programa de MBSR apresentaram menor número de enxaquecas e estas eram menos graves", disse Wells. "Os efeitos secundários incluíram dores de cabeça que eram mais curtas de duração e menos incapacitantes, e os participantes tiveram aumentos em mindfulness e auto-eficácia - um sentimento de controlo pessoal sobre as suas enxaquecas. Além disso, não se registou eventos adversos e a adesão foi excelente.
Com base nestes resultados, a equipa de investigação concluiu que o programa de MBSR é uma terapia segura e viável para adultos com enxaqueca. Embora o tamanho da amostra deste estudo piloto tenha sido muito pequeno para detectar alterações estatisticamente significativas na frequência das enxaquecas ou a sua gravidade, outros resultados demonstraram que esta intervenção teve um efeito benéfico sobre a duração da dor de cabeça, a incapacidade, auto-eficácia e mindfulness.
Estudos futuros, com amostras de maior dimensão, devem ser considerados para melhor avaliar o impacto e os mecanismos desta intervenção em adultos com enxaqueca, disse Wells.
"Para os 36 milhões de americanos que sofrem de enxaqueca há grande necessidade de estratégias de tratamento não farmacêuticas e os médicos e os pacientes devem saber que o programa de MBSR é uma intervenção segura que poderá diminuir o impacto da enxaqueca", afirmou Wells.

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Mindfulness e Grupos de Suporte: nova evidência para a conexão mente-corpo

O Impacto da meditação, grupos de apoio foi observado ao nível celular em sobreviventes de cancro de mama.

Num estudo publicado na revista Cancer investigadores Canadienses descobriram que a prática de meditação mindfulness ou estar envolvido num grupo de apoio tem "um impacto físico positivo" a nível celular em sobreviventes de cancro da mama.

Os autores do estudo, nos Serviços de Saúde do Centro de Cancro Tom Baker, em Alberta, e na Universidade de Calgary, no departamento de Oncologia, demonstraram que os telómeros (marcadores celulares do envelhecimento e longevidade) mantem o seu comprimento em sobreviventes de cancro de mama que praticam meditação ou estão envolvidos em grupos de apoio, enquanto que os telómeros encurtam noutro grupo de sobreviventes de comparação, mas sem qualquer intervenção.


Nós já sabemos que as intervenções psicossociais, como a meditação mindfulness ajudam as pessoas a se sentirem melhor mentalmente, mas agora temos provas de que podem, também, influenciar aspectos chave da sua biologia", diz Linda E. Carlson, PhD, investigadora principal e directora de investigação no Departamento de Recursos Psicossociais no Centro de Cancro Tom Baker.

"Foi surpreendente ver diferenças no comprimento dos telómeros em todo o período de estudo de três meses", diz Carlson, que também é professor na Faculdade de Medicina Cumming, e um membro do Instituto do Cancro de Alberta do Sul. "Mais pesquisas são necessárias para melhor e quantificar estes benefícios de saúde potenciais, mas esta é uma descoberta excitante que proporciona uma notícia encorajadora".

Um total de 88 sobreviventes de cancro de mama, que tinham completado os seus tratamentos por pelo menos três meses, estiveram envolvidos na duração do estudo. A idade média foi de 55 anos e a maioria das participantes tinha terminado o tratamento dois anos antes. Para ser elegível, elas também tinham que ter passando por níveis significativos de stress emocional.

No grupo de Recuperação de Cancro Baseada em Mindfulness (Mindfulness-Based Cancer Recovery), as participantes assistiram a oito sessões oito semanais de grupo de 90 minutos que forneceram instruções sobre a meditação mindfulness e hatha yoga suave, com o objetivo de cultivar a consciência não julgadora do momento presente. As participantes também foram convidados a praticar meditação e yoga em casa por 45 minutos diários.

No grupo de Terapia Expressiva de Suporte, As participantes reuniram-se durante 90 minutos semanais, durante 12 semanas e foram encorajadas a falar abertamente sobre as suas preocupações e os seus sentimentos. Os objetivos foram construir o apoio mútuo e para orientar as mulheres na expressão de uma ampla gama das emoções difíceis e também positivas, em vez de suprimi-las ou reprimi-las.

As participantes colocadas aleatoriamente no grupo de controlo participaram num seminário de seis horas de gestão de stress. Através das análises ao sangue de todas as participantes, antes e depois das intervenções, foi possível avaliar o comprimento dos telómeros.

Os cientistas mostraram um efeito a curto prazo destas intervenções sobre o comprimento dos telómeros em comparação com um grupo controlo, mas não se sabe se os efeitos são duradouros. Carlson afirma que futuras investigações poderão averiguar se as intervenções psicossociais utilizadas neste estudo têm um impacto positivo para além dos três meses avaliados.


Referência:
Linda E. Carlson, Tara L. Beattie, Janine Giese-Davis, Peter Faris, Rie Tamagawa, Laura J. Fick, Erin S. Degelman, Michael Speca. Mindfulness-based cancer recovery and supportive-expressive therapy maintain telomere length relative to controls in distressed breast cancer survivors. Cancer, 2014; DOI: 10.1002/cncr.29063

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O que a Meditação Mindfulness faz ao seu Cérebro?

budismo mindfulness

A imagem que temos é que a prática de mindfulness aumenta a nossa capacidade de recrutar regiões do córtex pré-frontal, de ordem superior, com o objectivo de regular a actividade cerebral de ordem inferior...

A investigação científica tem revelado alguns efeitos extraordinários sobre os cérebros daqueles que praticam meditação (mindfulness ou atenção plena) regularmente. Talvez por isso cada vez mais pessoas têm procurado esta prática.
Originalmente uma antiga técnica de meditação budista, nos últimos anos a atenção plena evoluiu para uma variedade de terapias seculares e cursos, a maioria deles focada em estar consciente do momento presente e simplesmente perceber sentimentos e pensamentos como eles vêm e vão., como surgem e como desaparecem.

Tem sido aceite como uma terapia útil para a ansiedade e a depressão há mais de uma década. Está a ser utilizada nas escolas, equipas desportivas profissionais e unidades militares para melhorar o desempenho, e é uma forma de ajudar as pessoas que sofrem de dor crónica, dependências, entre outros problemas de saúde. Existe ainda alguma evidência de que a atenção plena pode ajudar com os sintomas de certas condições físicas, tais como a síndrome do intestino irritável, cancro e VIH.

No entanto, até recentemente, pouco se sabia sobre como algumas horas de reflexão silenciosa por semana poderia levar a uma gama tão intrigante de efeitos físicos e mentais. Agora, à medida que a popularidade de mindfulness cresce, as técnicas de imagiologia cerebral revelam que esta prática milenar pode alterar profundamente a forma como as diferentes regiões do cérebro comunicam umas com as outras - e, portanto, a forma como pensamos – de forma estrutural.


A prática de mindfulness está associada a uma diminuição do volume de massa cinzenta na amígdala (a vermelho), uma região-chave na resposta ao stresse. (Imagem - cortesia de Adrienne Taren)
Sem medo
Exames de ressonância magnética mostram que após um curso de oito semanas de prática da mindfulness a amígdala, o centro cerebral da "luta ou fuga", diminui. Esta região primitiva do cérebro, associada ao medo e às emoções, está envolvida na iniciação da resposta do organismo ao stresse. Como a amígdala diminui, o córtex pré-frontal - associado com as funções cerebrais de alta ordem, como a consciência, a concentração e a tomada de decisões - torna-se mais espesso.
A "conectividade funcional" entre essas regiões - ou seja, quantas vezes elas são activadas ao mesmo tempo - também muda. A ligação entre a amígdala e o resto do cérebro fica mais fraca, enquanto que as ligações entre as zonas associadas com a atenção e a concentração ficam mais fortes.
A magnitude dessas mudanças correlacionam-se com o número de horas de prática de meditação que a pessoa tenha feito, diz Adrienne Taren, uma investigadora que estuda a a atenção plena na Universidade de Pittsburgh.
"A imagem que temos é que a prática de mindfulness aumenta a nossa capacidade de recrutar regiões do córtex pré-frontal, de ordem superior, com o objectivo de regular a actividade cerebral de ordem inferior", diz ela.
Por outras palavras, as nossas respostas mais primitivas ao stresse parecem ser substituídas por outras mais reflexivas.
Muitas actividades podem aumentar o tamanho de várias partes do córtex pré-frontal - jogos de computador, por exemplo - mas é a desconexão da nossa mente a partir do seu "centro de stresse" que parece dar origem a uma série de benefícios para a saúde física, bem como mental, diz Taren.





"Definitivamente, não estou a afirmar que mindfulness pode curar o VIH ou prevenir doenças cardíacas. Mas nós vemos uma redução dos biomarcadores de stresse e inflamação. Marcadores como proteína C-reactiva, interleucina-6 e cortisol, altamente associados com a doença ".

Sinta a dor
As coisas ficam ainda mais interessantes quando os investigadores estudam especialistas de mindfulness com dor. Meditadores avançados relatam sentir significativamente menos dor do que os não meditadores. No entanto, os exames dos seus cérebros mostram um pouco mais de actividade nas áreas associadas com a dor do que os não-meditadores.

"Estas descobertas não se encaixam nos modelos clássicos de alívio da dor, incluindo as drogas, onde sob o seu efeito assistimos a menor actividade nessas áreas", diz Joshua Grant, um pós-doutorando no Instituto Max Plank para a Cognição Humana e Ciências do Cérebro, em Leipzig, na Alemanha. Os meditadores especialistas em mindfulness também mostraram reduções "maciças" na actividade em regiões envolvidas na avaliação de estímulos, emoção e memória, diz Grant.
Mais uma vez, duas regiões que normalmente estão funcionalmente ligadas, o córtex cíngulado anterior (associado com o desconforto da dor) e partes do córtex pré-frontal parecem tornarem-se "desacoplados" nos meditadores.

"Parece que os praticantes zen foram capazes de remover ou diminuir a aversão da estimulação - e, portanto, a sua natureza geradora de stresse - alterando a conectividade entre as duas regiões do cérebro que estão normalmente em comunicação uma com a outra", diz Grant. "Eles certamente não parecem ter bloqueado a experiência. Pelo contrário, parece que se abstiveram de participar em processos de pensamento que tornam a experiência mais dolorosa".


Sentir-se Zen
É importante notar que, embora este estudo tivesse testado meditadores experientes, eles não estavam num estado meditativo - o efeito da diminuição da dor não é algo que temos que trabalhar para alcançar, num estado de transe; em vez disso, parece ser uma mudança permanente na sua percepção.

"Pedimos-lhes especificamente para não meditar", diz Grant. "Há apenas uma diferença enorme nos seus cérebros. Neste nível de especialização, o córtex pré-frontal não é maior do que o esperado. De facto, o seu tamanho e actividade começam a diminuir de novo", diz Taren. "É como se essa maneira de pensar se tornasse o padrão, automática - não requer qualquer concentração".

Ainda há muito para descobrir, especialmente em termos do que está a acontecer quando o cérebro apreende o momento presente, e o que outros efeitos a prática de mindfulness pode ter nas pessoas. A investigação sobre esta forma de meditar ainda está na sua infância, e a imprecisão das imagens do cérebro significa que os investigadores tenham que fazer suposições sobre o que diferentes regiões do cérebro estão a realizar.

Tanto Grant e Taren, e outros, estão envolvidos em estudos sem precedentes, que visam isolar os efeitos da atenção plena de outros métodos de alívio do stresse e controlar exactamente como o cérebro muda ao longo de um longo período de prática de meditação.

"Estou realmente animado sobre os efeitos de Mindfulness", diz Taren. "Tem sido óptimo assistir ao seu afastamento de ser algo espiritual e em direcção à ciência e evidência clínica".
Talvez seja pela conotação de “new age”, quasi-espiritual da meditação, que até há pouco tempo tem obstaculizado a meditação mindfulness de ser considerada como um antídoto para o nosso mundo cada vez mais frenético. A investigação está a ajudar a superar essa percepção, e dez minutos de atenção plena poderão em breve tornar-se uma parte plenamente aceite  da nossa “dieta” diária de saúde, em específico na redução de stresse, tal como como ir ao ginásio ou escovar os dentes.

Texto adaptado de What Does Mindfulness Meditation Do to Your Brain? da Scientific American.


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09-14 Dez | MBSR - Redução de Stresse Baseado em Mindfulness



 2ª edição
Novo MBSR - 07 a 12 Abril 2015 - + Informações

MBSR - PROGRAMA DE REDUÇÃO DE STRESSE e DESENVOLVIMENTO EMOCIONAL BASEADO EM MINDFULNESS
c/ Karunavira (Professor na Universidade de Bangor) 
09 a 14 Dezembro | Barcelos 2014 | Inscrições limitadas
Curso MBSR Intensivo em Retiro Residencial | 6 Day MBSR Residential Retreat

Este curso intensivo  oferece o mesmo currículo do curso de MBSR de 8 semanas em 6 dias. 


A quem se dirige este curso?

Este formato de retiro de 5 dias é uma forma alternativa de experimentar o programa de Redução de Stress Baseado em Mindfulness (MBSR; Mindfulness Based Stress Reduction) de 8 semanas e pode ser o primeiro passo para a formação posterior que possibilite ministrar cursos baseados em Mindfulness (MBSR, MBCT, etc). Este curso é também dirigido para profissionais que não têm possibilidade de realizar um curso de 8 semanas ou para aqueles que preferem como experiência de aprendizagem um contexto de retiro residencial. É adequado para pessoas que estejam ou que pretendam iniciar-se em Mindfulness e para aqueles que desejam aprofundar a sua experiência.
Os participantes sem experiência de meditação têm considerado que esta é uma experiência rica e intensa.
O curso de 5 dias inclui a aprendizagem experiencial e os aspectos do currículo do programa MBSR de 8 semanas, que é a base para qualquer pessoa que deseje usar Mindfulness como parte do seu trabalho ou para aumentar os seus níveis de bem-estar.
Será também um curso de acesso para aqueles que desejam candidatar-se à formação contínua de professores, através do Centre for Mindfulness research and Practice na Universidade de Bangor – Reino Unido (ou o Programa de Mestrado).

O que envolve?
O curso irá decorrer num ambiente de retiro, incluindo alguns períodos de silêncio. Os participantes serão guiados pelos principais elementos curriculares do MBSR e alguns elementos do MBCT (Terapia Cognitiva Baseada em Mindfulness). Serão contempladas práticas mindfulness guiadas (varredura corporal – body scan, movimentos conscientes e meditação sentada) e processos reflexivos curtos para explorar a aprendizagem que emerge dessas práticas. Haverá também exercícios individuais e em grupo, que desenvolvem a consciência e a compreensão das implicações potenciais destas aprendizagens na vida quotidiana e no trabalho com os obstáculos tais como depressão, stresse ou ansiedade.

O formato de retiro oferece a oportunidade para estar com a própria experiência pessoal, em silêncio, assim como em espaços que possibilitam o diálogo e a exploração do que vai emergindo dentro desta. O contexto de retiro potencia a intensidade necessária para uma experiência equivalente ao que geralmente acontece num programa de 8 semanas e por isso, se possível, é altamente recomendável que se envolva na experiência completa do retiro. Haverá também tempo destinado a dar informações sobre os usos de Mindfulness em contextos clínicos e outros. Para aqueles que não são capazes de participar residencialmente * haverá um rigoroso código de prática.

Ver dúvidas frequentes com respostas (FAQs)

* Devido a compromissos familiares ou outras circunstâncias pessoais que impossibilitem a dormida no retiro em regime de alojamento.



Orientação: Karunavira

Karunavira tem um Mestrado em Abordagens Baseadas em Mindfulness pela Universidade de Bangor. Tem leccionado esta temática desde 2005 e actualmente ensina num curso de Mestrado na Universidade de Bangor (Faculdade de Psicologia) e treina professores de mindfulness no sistema nacional de saúde Britânico (NHS trust).
Especializou-se no ensino de Abordagens Baseadas em Mindfulness, nomeadamente a Terapia Cognitiva Baseada em Mindfulness (MBCT) com cuidadores, adolescentes e idosos e Redução de Stresse Baseada em Mindfulness (MBSR). Em 2010 terminou a graduação (2 anos) em Aconselhamento Centrado na Pessoa e agora trabalha em tempo parcial no âmbito do Sistema Nacional de Saúde, com os pais de crianças que foram diagnosticadas como tendo necessidades especiais.

Karunavira estudou na Universidade de Londres, Goldsmiths College, onde obteve o Bacharelato em Ciências (4 anos) BSc (Hons). Até 1985 desenvolveu a sua carreira no ensino primário, ano que renunciou o lugar de director na East Sussex com o objectivo de prosseguir a ordenação na ordem Budista Triratna (1989). Desde aquela época, ensinou meditação e estudos budistas na zona de Brighton e entre 2000 e 2010 foi director espiritual do Centro Budista de Brighton.

+ Informações de Karunavira: Bangor CV

Body Scan- por Karunavira







O que recebe cada participante?
► Para além de ter acesso aos altos padrões de qualidade de Bangor, cada participante irá receber:
► 1 manual (MBSR Workbook de 60 páginas);
► 4 CDs de treino e de meditações guiadas em mp3;
► Certificado de participação.

Multa:
depois de 20 de Novembro acresce 50€ ao valor inicial da inscrição.

Cancelamento:
Até 20 Novembro reembolso de 80%. A partir dessa data não há reembolso.



Notas:
► É necessária inscrição prévia através do preenchimento do formulário que se encontra no fim desta página;
► O curso decorre com um mínimo e máximo de participantes (inscrições limitadas);
► Convém trazer roupas largas, uma almofada e um tapete;
► Após o preenchimento da ficha de inscrição, receberá um mail indicando a disponibilidade da inscrição e informações adicionais;
► A alimentação é omnívora. Se tiver alguma nota que requeira alteração de alimentação, por favor, avise antecipadamente;
► O curso será orientado em Inglês;
► O programa está sujeito a pequenas alterações.

Onde:
Situado em Barcelos, a Casa Silva dispõe de quartos com excelentes condições (individual ou duplo), todos com wc e banho privativo e com luz natural. Existe um bosque onde se irá fazer actividades, como por exemplo meditação em andamento.

Para mais informações e esclarecimentos de dúvidas:
e-mail: eventos.spmbe(@)gmail.com




Chegada: 09 Dezembro, terça-feira, 17h.
Partida: 14 Dezembro, domingo, depois do almoço.

Programa | dias 09-14

Dia 09 / Terça
Tuesday (afternoon)
‘Orientation to MBSR’ (and the retreat context)
5:00 Welcome + introductions + retreat orientation (ends by 6pm)
6.30 Dinner
Session 1 of the MBSR ‘8-Week Course’: ‘Introducing Mindfulness’ (‘Auto Pilot’)
7.00 ‘Session 1’ of the MBSR course (ends by 9pm)
(Not silent overnight)

Dia 10 / Quarta
Wednesday 10th (early practice)
7:00 Gentle Moving and sitting practice
8:00 Breakfast – not silent

(morning)
Session 2: ‘Perception’ (‘Living in Our Heads - Working with Barriers’)
9:00 ‘Session 2’ of the MBSR course
10:30 Coffee Break –mindfully (25)
10:55 ‘Session 2’ of the MBSR course (continued)
12.30 Lunch (not silent)

(afternoon)
Session 3: ‘Mindfulness of Breath & Body in Movement’
(‘Gathering our Scattered Mind’)
3:00 ‘Session 3’ of the MBSR course
4:35 Tea Break (in silence: 20)
4.55 ‘Session 3’ of the MBSR course (continued)
6:30 Dinner

(evening)
7:30 Posture ‘sitting’ workshop + short meditation
Silence overnight

Dia 11 / Quinta
Thursday (early practice)
7:00 Movement and sitting
8:15 Breakfast (silent)

(morning)
Session 4: ‘Our Patterns of Reactivity to Stress’ (Recognising Aversion )
9:00 ‘Session 4’ of the MBSR course
10:30 Coffee break (silent) (25)
10.55 ‘Session 4’ of the MBSR course (continued)
12:30 Lunch (silent)

(afternoon)
Session 5: ‘Coping with Stress Using Mindfulness to Respond Instead of React’
(‘Allowing Letting Be’)
3:00 ‘Session 5’ of the MBSR course
4.40 Tea Break (mindful) (20)
5:00 ‘Session 5’ of the MBSR course continued (end by 6pm)
6:30 Dinner

(evening)
7:30 Discuss ‘DVD’, ‘All Day’
Silence overnight

Dia 12 / Sexta
Friday (early practice)
7:00 Movement and sitting
8:15 Breakfast

Friday: ‘ALL DAY of PRACTICE’
(silent led practices all day until just before dinner)
9:00 to 5.30 (with coffee/tea breaks and lunch and rest breaks)
NB: Separate special schedule to be provided on the day

Dia 13 / Sábado
Saturday (early practice)
7:00 Movement and sitting
8:15 Breakfast

(morning)
Session 6: ‘Stressful Communications and Interpersonal Mindfulness’
(Thoughts are not Facts)
9.00 ‘Session 6’ of the MBSR-CT course
10.40 Coffee Break (20)
11.00 ‘Session 6’ of the MBSR-CT course (continued)
12.30 Lunch

(afternoon)
Session 7: ‘Lifestyle Choices – How can I Best Take Care of Myself’?
3:00 ‘Session 7’ of the MBSR-CT course
4:00 Tea Break (20)
4.20 ‘Session 7’ of the MBSR-CT course continued (ends by 6pm)
6:30 Supper

(evening)
7:30 Overview of 8-wk course…development of themes and practices

Dia 14 / Domingo
Sunday (early practice)
7:00 Early practice – movement, sitting
8:15 Breakfast

(morning)
Session 8 – Keeping your Mindfulness Alive!
(Maintaining & Extending New Learning)
9:00 ‘Session 8’ of the MBSR-CT course
10:40 Coffee Break (20) (and networking)
11:00 ‘Session 8’ MBSR-CT and ending process
12.30 Lunch (then depart)


PRÉ-INSCRIÇÃO




Meditação: 8 pontos pelos quais deveria praticar

budismo mindfulness
Tome um momento para apreciar a cadeira em que está sentado. Considere como a cadeira foi feita: a madeira, algodão, lã ou outras fibras, as árvores e plantas que foram usadas, a terra onde cresceram as árvores, o sol e a chuva...
A vida é repleta de desafios, de altos e baixos, de alegrias e tristezas, e de gostos e desgostos. Com a prática da meditação a nossa existência tem o potencial para ser mais serena, viva e plena. A meditação é muito mal compreendido e muitas vezes sub-avaliada, talvez, o que seja fundamental para que uma pessoa seja verdadeiramente sã. Como é que a meditação nos afecta? Como muda as nossas prioridades, permitindo fazer amizade com nós mesmos, para encontrar respostas para as nossas perguntas?


Aqui estão 8 pontos através dos quais a meditação pode tornar a sua vida mais significativa e agradável!

1. Viver com Bondade

Ninguém merece a sua bondade e compaixão mais do que a você próprio. Sempre que vir ou sentir sofrimento, sempre que cometa um erro ou diga algo estúpido e está prestes a rebaixar-se, cada vez que pensar em alguém cuja relação esteja a atravessar um momento difícil, cada vez que encontrar a confusão e a dificuldade de ser humano, cada vez que vir alguém lutando, aborrecendo ou irritando, pode parar e trazer a bondade amorosa e a compaixão. Respirando suavemente, silenciosamente pode repetir: Que eu possa estar bem, que possa ser feliz, que eu possa estar cheio de bondade, etc.
Simplesmente através da intenção de causar menos dor pode trazer mais dignidade ao seu mundo, permitindo que o mal seja substituído por bondade e o desrespeito pelo respeito. Geralmente os danos são causados involuntariamente, seja por ignorar os sentimentos de alguém, rebaixando-se, reafirmando o seu desespero, não gostar da sua aparência, ou ver-se como incompetente ou indigno. Tanto ressentimento, culpa ou vergonha que vivencia, perpetuando a toxicidade? A meditação permite que transforme esses estados mentais negativos através de reconhecimento da sua bondade essencial e a preciosidade da vida.


2. Aliviar a carga

Num estado forçado, contraído é fácil perder o contacto com a paz interior, a compaixão e a bondade; num estado relaxado a sua mente está clara e pode conectar-se com um profundo sentido de propósito e altruísmo. As palavras meditação e medicamentos derivam da palavra Latina medicus, que significa também cuidar e curar. Um momento de calma tranquila, portanto, é o remédio mais eficaz para a mente ocupada e sobrecarregada. Sempre que se sentir com stresse crescente, “aperto” no coração, a mente em confusão, basta trazer o seu foco para a sua respiração e silenciosamente repetir a cada entrada e saída do ar: inspirando, eu acalmo o corpo e a mente; expirando, eu sorrio.


3. Largar o meu “Eu”

A quietude está sempre lá entre os pensamentos, por trás da história, do ruído. O que nos impede de experimentar o nosso estado natural de ser é a “mente de macaco” habitualmente dominada pelo ego. A meditação permite-nos ver claramente, testemunhar os nossos pensamentos e comportamentos e reduzir o auto-envolvimento. Sem essa prática de auto-reflexão será mais difícil colocar um travão nas exigências do ego. Largando de sermos egocêntricos, podemos tornar-nos mais centrados nos outros, preocupando-nos com o bem-estar de todos.


4. Dissolver a raiva e o medo

Nós não aceitamos ou libertamos os nossos sentimentos negativos tão facilmente; estamos mais propensos a reprimir ou negá-los. Mas quando negados podem causar vergonha, humor deprimido, raiva e ansiedade. A meditação convida a conhecer abertamente esses lugares, e a ver como o egoísmo, a aversão e a ignorância criam dramas intermináveis e medos. Debaixo desta camada superficial está um silêncio calmo onde pode conhecer-se a si mesmo; esta é uma experiência maravilhosa. Mesmo que pratique por apenas dez minutos por dia ou mais, não importa. Está a libertar-se das suas limitações ao abrir-se à auto-aceitação e à presença plena.


5. Despertar o Perdão

O perdão é o maior presente que pode dar a si mesmo e aos outros. Assim como se senta em meditação e vê os seus pensamentos e sentimentos, que se deslocam através de si, também pode observar que quem você é agora não é quem era apenas há um momento atrás, e muito menos há um dia, uma semana, ou um mês atrás. Quem você era, ou alguém era quando a dor foi causada não é quem você é agora. Quando experimentar a sua interligação essencial poderá ver como a ignorância deste facto cria separação e sofrimento, de modo que o perdão por tal ignorância surge espontaneamente.


7. Valorizar a Gratidão

Tome um momento para apreciar a cadeira em que está sentado. Considere como a cadeira foi feita: a madeira, algodão, lã ou outras fibras, as árvores e plantas que foram usadas, a terra onde cresceram as árvores, o sol e a chuva, os animais que talvez deram as suas vidas, as pessoas que preparam os materiais, a fábrica onde a cadeira foi feita, o designer e o carpinteiro e a costureira, a loja que vendeu, tudo isso apenas para que possa estar sentado aqui e agora. Em seguida, estenda esse agradecimento profundo a tudo e a todos na sua vida.


8. Estar Consciente

A consciência é a chave para o despertar. É através da consciência que pode ver a agitação da sua mente e toda a sua distracção. Quase tudo o que fazemos é para conseguir algo: se fizermos isto, então vamos conseguir aquilo; se fizermos isto, então isto vai acontecer. Mas, na meditação, fazemos apenas porque o fazemos. Não há propósito ulterior além de estar aqui, no momento presente, sem tentar chegar a algum lugar ou conseguir qualquer coisa. Estar apenas ciente de tudo o que está a acontecer, seja agradável ou desagradável. Sem julgamento, sem certo ou errado. Basta estar consciente.

Divirta-se!


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