Budismo: Apego



A pele, como revestimento, realiza várias funções: protege o corpo contra a invasão de corpos estranhos, regula a temperatura corporal, sensorializando o frio, o calor, a pressão; nela há terminações nervosas e órgãos sensoriais para a percepção da viscosidade, dureza, aspereza, maciez, umidade; a camada externa de células mortas (a queratina), sempre descamando e se renovando, é um revestimento bastante impermeável à perda de água e resistente ao atrito.

Por um lado, a pele serve fisicamente de proteção; mas por outro, é objecto de cobiça dos sentidos, mantendo a mente apegada às ilusões do mundo sensorial, reparar o quanto investimos na nossa aparência física, pois que muito do nosso relacionamento com os outros e com a nossa auto-imagem é influenciado pela percepção e valorização da imagem corporal. Não há nada de errado em cuidarmos de nossa aparência física. Manter o corpo limpo e com aparência saudável é bom. O problema é o apego. Subjacente ao apego à nossa aparência está a raiz da ignorância: por detrás da relação com a nossa auto-imagem, principalmente a facial (“espelho, espelho meu”), está a noção de um “eu” que se identifica com o corpo. E nesta identificação, o rosto ganha um lugar marcante. Por isso os salões de beleza e centros de estética facial crescem como cogumelos e têm tanto sucesso. O “valor de mercado” da nossa aparência facial no mundo social é grande: afecto e auto estima são negociados, em variados graus, através do modo como vemos e somos vistos nas nossas aparências. A a um nível mais profundo, todas as vezes que nos olhamos no espelho, lá está reflectida essa noção: “Isto sou eu!”. E esta noção de uma identidade eu-ego-corpo é uma delusão, uma construção criada pela ignorância sobre a natureza insubstancial dos agregados corpo-mente.

A verdade é que não vamos abandonar tão facilmente o apego ao sensorial e à nossa auto-imagem. Investimos muito nisto até agora, o ego identifica-se com esses desejos sensoriais, criando raízes profundas de apego na mente. Mas podemos gradualmente mudar a nossa compreensão. Começando pela percepção e reflexão sobre o quanto sofremos com as inevitáveis perdas da nossa auto imagem corporal: lesões, cicatrizes, rugas, enbranquecimento dos cabelos, envelhecimento.

Desta visão distorcida surge a lamentação: a boa aparência e a pele sensual trazem ganhos de prazer; sem isto como vamos viver? É certo, se não trouxesse alguma gratificação, não investiríamos recursos, como dinheiro, tempo e energia. Não há nada de errado no experienciar certo prazer gerado pelo contacto dos sentidos com os objetos correspondentes: imagens (consciência visual), sons (consciência sonora), aromas (consciência olfactiva), gostos (consciência gustativa), tactos (consciência corporal ou táctil, através da pele) e pensamentos agradáveis (consciência mental). A questão é: o quanto dependemos disto? Que grau de clareza temos sobre essas dependências? Quando experimentamos sensações desprazerosas, perdas ou ausências desses ganhos sensoriais, o que acontece com a nossa mente? Permanecemos equânimes, emocional e mentalmente equilibrados? A verdade é que quase sempre sofremos: irritação, raiva, desapontamento, tristeza, frustração, queda na auto-estima, depressão.

Podemos retardar, mas não impedir esses processos: são inevitáveis porque tudo que é condicionado é impermanente (anicca). Compreendendo e aceitando esta lei fundamental, podemos gradualmente ir substituindo essa dependência por valores mais profundos, como a sabedoria, a compaixão, o afecto sem expectativa de retorno. Na Meditação da Atenção Plena (Mindfulness) treinamos o cultivo da visão clara da realidade (vipassana), percebendo e aceitando a verdade da impermanência.
Podemos aplicar para a nossa aparência o mesmo treino, cultivado com a respiração: reconhecer, aceitar, investigar, não se identificar.



Arthur Shaker

Budismo e Interdependência

O princípio do co-surgimento interdependente informa-nos que para algo existir deve participar numa relação. O praticante atinge o nirvana através da compreensão da natureza ilusória do samsara. Então o nirvana e o samsara formam duas partes do mesmo todo. Essas partes não poderiam existir separadamente uma da outra. As duas partes formam um continuum que se manifesta mais num extremo do que no outro, mas nunca como um único extremo. Isso explica as razões do budismo enfatizar continuamente a sempre presente Natureza de Buda (potencial para a iluminação ou para a compreensão da verdade), que não existe em oposição à não-iluminação, mas em conjunto com ela. Assim, o self, existe da mesma forma que o não-self, ainda que em níveis diferentes, mas os dois participam do mesmo todo. A explicação do motivo pelo qual há o não-self deriva de um nível de realidade última, enquanto a necessidade da existência do self emerge a um nível convencional. A realidade última refere-se aos 5 agregados (forma, sensação, percepção, formação mental e consciência) e à ideia de que nenhum self lhes subjaz, enquanto a realidade convencional refere-se a designações linguísticas, que fazem parecer que existe uma realidade correspondente, é uma realidade aparente. Os Budistas nem totalmente rejeitam nem totalmente negam uma realidade em detrimento da outra, mas reconhecem que ambas existem na vida humana. Tanto a aceitação do self como a sua rejeição provam inextricavelmente as duas realidades co-existentes em que eles ocorrem.

A doutrina budista de anatman, que nega a distinção entre o self e o não-self, ressalta a unidade do universo e fornece um princípio ético para a sustentabilidade. De acordo com o princípio budista de interconexão, diversas aparências e fenómenos estão todos interligados na unidade da existência. Todos os seres, animais, plantas e minerais existem em interdependência. A interconexão com o nosso ambiente deve incutir em nós respeito, humildade, atenção e compaixão. O Buda ensinou que o nosso apego à noção de um self fixo, substancial e permanente impede-nos de alcançar a libertação espiritual. Ao romper os laços com o nosso self ilusório ficamos conscientes do nosso entre-ser com tudo o que existe.

Thich Nhat Hanh | Espanha Tour 2014


Thich Nhat Hanh visitará e ensinará em Espanha em 2014. A caminhada começa na quarta-feira, 20 de abril de 2014, em Madrid, e termina no domingo, 11 de maio, em Barcelona. Thich Nhat Hanh estará viajando com 50 monges de Plum Village. As suas palestras serão em Inglês com tradução para o espanhol.

Web: http://tnhspain.org/thich-nhat-hanh-spain-tour-2014/
Facebook: https://www.facebook.com/tnhspain

Curso de Introdução à Meditação c/ Sagarapriya


Próximo encontro - "O meu 1º Retiro" 11 a 13 Abril
c/ Sagarapriya  +info
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24 de Novembro | 10h – 17.30h | Matosinhos

A meditação
A meditação é uma via para nos tornarmos mais cientes e despertos à nossa experiência a cada momento. Todos os seus efeitos, desde do simples relaxar à realização espiritual, derivam deste mesmo princípio. Mesmo a curto prazo a meditação propicia uma forma de viver com mais calma e auto-conhecimento. A longo prazo é um método para, se assim o quisermos, transformarmo-nos profundamente.

O curso
Neste curso aprendem-se duas práticas fundamentais da meditação budista: Atenção Plena da Respiração, que promove acuidade de consciência e paz de espírito; e Metta Bhavana – o desenvolvimento da empatia e bondade – que trabalha directamente na transformação da nossa experiência emocional. Além destas duas práticas de meditação, abordamos também aspectos de postura, preparação para meditar, a integração da meditação no quotidiano, e como lidar com as dificuldades que surgem no caminho.
Para meditar não é necessário ser budista nem acreditar em nada exterior à nossa própria experiência.

Duração
O curso decorre num formato de mini-retiro, ao longo de 6h.

Haverá 1 pausa para chá de manhã e outra de tarde.


O orientador:
Sagarapriya tem, ao longo de duas décadas, praticado com mestres de várias tradições budistas, tanto no Ocidente como na Ásia. Nos últimos dez anos tem ensinado extensivamente budismo e meditação e alargado a sua formação em "Mindfulness", "Focusing" e mais recentemente em "Comunicação Não-violenta". Progressivamente todas estas influências têm sido integradas numa perspectiva enraizada na sabedoria milenar budista, expressas numa linguagem contemporânea e através de metodologias de auto-conhecimento pertinentes ao nosso tempo.




Material necessário
- Convém trazer roupas largas, uma almofada e um tapete; caso não disponha, favor indicar.
- O evento é aberto a todos e não implica nenhum conhecimento teórico ou prático de meditação.


Local do curso
Rua Dr. Afonso Cordeiro, nº323 Matosinhos


Local: R. Dr. Afonso Cordeiro, 323 Matosinhos

Mapa: http://g.co/maps/tj5mj

Contactos para dúvidas: eventos.spmbe @ gmail.com

Web: http://www.spm-be.pt/

Facebook: Evento
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Local do Curso







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Vida Vegan = Melhor Pegada Ecológica

Fala-se frequentemente sobre como ser vegan tem inúmeros benefícios pessoais e o boost de saúde nutricional que dá ao corpo humano. Embora seja verdade que há enormes vantagens em ser vegan, muitos esquecem-se de divulgar informações sobre o quão profundamente beneficia o meio ambiente. Tornar-se vegan não só melhora a sua saúde, mas também geralmente resulta numa pegada ecológica acumulada inferior.
Uma pegada ecológica mede a terra e água necessária para sustentar o seu consumo diário de alimentos, bens, habitação e energia. Através de uma vida vegan, reduz-se substancialmente a pegada ecológica individual em comparação com alguém que rotineiramente come significativamente mais acima na cadeia alimentar.

Formas de reduzir a pegada ecológica individual:
(1) comprar produtos feitos por produtores locais.
(2) comprar no mercado dos agricultores.
(3) Não comprar frutas que vêm em embalagens de plástico.
(4) Beber água da torneira (com um filtro se se justificar) e não comprada em garrafas de plástico individuais.
(5) Comprar alimentos orgânicos e outros produtos.
Apesar do veganismo poder parecer uma mudança difícil, há a permissão para cometer erros e iniciar a sua viagem saudável novamente. Por uma alimentação saudável e comprar determinados produtos amigos do ambiente, estaremos a proteger a nossa saúde, retirando pressão sobre os ecossistemas.

Mindfulness em igualdade com os antidepressivos na prevenção de recaídas da depressão

Num estudo realizado no Canadá foi demonstrado que, na prevenção da recaída da depressão, um curso de terapia cognitiva baseada em mindfulness, usando meditação, é tão eficaz quanto a medicação antidepressiva tradicional, quando testados contra o efeito placebo.
O autor, Zindel Segal, que é chefe da Clínica de Terapia Cognitivo-Comportamental do Departamento de Pesquisa Clínica em CAMH e um dos fundadores do programa MBCT, afirmou que:

"Com o reconhecimento crescente de que a depressão é um transtorno recorrente, os pacientes precisam de opções de tratamento para prevenir que a depressão volte às suas vidas".


Um motivo de especial preocupação baseia-se nos registos da comunidade que sugerem que muitos pacientes param de tomar os seus antidepressivos muito cedo, ou por causa dos efeitos secundários, ou porque eles não gostam da ideia de estar em drogas por anos.

A terapia cognitiva baseada em mindfulness (MBCT) está a ser cada vez mais utilizada como uma abordagem psicoterapêutica para a redução do stresse, controlo da dor, mudança comportamental e para a auto-gestão dos sintomas da depressão. A MBCT não recorre a drogas, mas ensina os pacientes a estarem atentos e, até certo ponto, a regular as emoções para que eles possam identificar que despoletam a recidiva precoce, além de fazer mudanças no estilo de vida, ajudando a ganhar um sentido de equilíbrio no humor e a reter os ganhos obtidos por mais tempo.

O objectivo do estudo foi comparar as taxas de recaída em pacientes que receberam o MBCT contra o padrão actual de tratamento com medicação antidepressiva. " 

Para este estudo, Segal e seus colaboradores começaram por testar o quão eficaz será esta abordagem comparada com o padrão actual de tratamento, que se baseia na manutenção da farmacoterapia antidepressiva. Eles recrutaram 84 pacientes que preencheram os critérios de remissão completa e que tinham estado entre 160 pacientes com idades entre os 18 e os 65 anos, a quem tinham sido diagnosticados transtorno depressivo maior, com um mínimo de dois episódios passados, antes de sofrer 8 meses de medicação antidepressiva. Os 84 pacientes foram aleatoriamente designados para um dos três grupos: intervenção, cuidados padrão e placebo.

Os pacientes do grupo de intervenção cessaram a sua medicação e participaram num curso de MBCT, os pacientes do grupo de cuidados padrão continuaram a medicação por mais 18 meses e os pacientes do grupo placebo também fizeram medicação, mas a sua medicação activa foi trocada para um placebo. Este novo tipo de estudo permite aos investigadores comparar a eficácia da troca de tratamentos com drogas com abordagens psicológicas ao longo do tempo.

O MBCT é composto por 8 sessões semanais de grupo e trabalhos de casa diários. Os pacientes aprenderam a observar os pensamentos e as emoções e como mudar da ruminação e evitar pensamentos em oportunidades para reflectir sobre eles sem julgamento. Isto foi consolidado através do trabalho de casa diário, onde eles: praticaram percebendo as suas sensações, os seus pensamentos e sentimentos momento-a-momento; praticaram ser auto-compassivos na aceitação das dificuldades e; fizeram planos de ação para responder a alertas precoces de desplotadores da recorrência de recaída.

Todos os participantes foram submetidos a verificações clínicas regulares e foram acompanhados por cerca de 18 meses.

Os resultados do seguimento demonstraram que as taxas de recidiva para o grupo da MBCT não diferiu da do grupo antidepressivo (continuando o tratamento medicamentoso padrão): ambos estavam no intervalo dos 30% , enquanto que a taxa de recaídas no grupo placebo (o grupo que não recebeu qualquer tratamento após cessar a medicação) foi de 70% .

Os investigadores concluíram que o seu estudo demonstrou que:
"Para os pacientes deprimidos, que atingiram a remissão clínica estável ou instável, a MBCT oferece a mesma proteção contra a recaída / recorrência da manutenção da farmacoterapia antidepressiva."

Eles também ressaltaram que a descoberta destacou o quanto era importante para os pacientes com depressão recorrente, cuja remissão é instável  ficar pelo menos num tratamento activo de longo prazo.

Segal também acrescentou que:  " Para esse grupo considerável de pacientes que estão relutantes ou incapazes de tolerar a manutenção do tratamento com antidepressivos, a MBCT oferece proteção idêntica da recaída ", ressaltando que :

"A intervenção sequencial - oferecendo intervenções farmacológicas e psicológicas - podem manter mais pacientes em tratamento e, assim, reduzir o alto risco de recorrência, que é característica desta desordem."


Estudo científico

Quais são os sintomas da depressão?

A maioria de nós tem momentos ou curtos períodos de tristeza. Estas sensações são geralmente naturais. Elas podem ser o resultado de uma perda recente, de um dia ou uma semana particularmente difícil ou uma reacção a um comentário ofensivo. No entanto, quando os sentimentos de tristeza e de se ser incapaz de lidar sobrecarregam a pessoa, de tal forma que eles minam a sua capacidade de viver uma vida funcional e activa, é possível que elas tenham o que é conhecido como transtorno depressivo major, também chamada depressão clínica, depressão unipolar ou depressão maior. Informalmente, esta condição é referida simplesmente como depressão.

Portugal é o país da Europa com maior taxa de depressão e o segundo maior do mundo, todavia estima-se que mais de 30% das pessoas com perturbações mentais sérias não esteja a ser tratada/seguida e o suicídio é responsável anualmente por mais de mil mortes, sendo a causa de morte prematura mais evitável de todas.

Entre 1995 e 2009, as vendas de antidepressivos aumentaram 300%. A Aliança Europeia Contra a Depressão em Portugal diz que estes remédios têm ficado cada vez mais baratos, permitindo maior acesso. "Mas se nem todos estão a ser tratados o que há a fazer é racionalizar a prescrição destes fármacos", defende o psiquiatra Ricardo Gusmão.

A depressão pode ter um grande impacto negativo sobre a vida das pessoas. Os especialistas concordam que o efeito é comparável ao da diabetes e a algumas outras condições crónicas.

Os sintomas depressivos variam significativamente entre as pessoas. Mais comummente, a pessoa com depressão sente-se desesperada, triste e perdeu o interesse em fazer as coisas que antes eram prazerosas.


Em baixo estão alguns sinais e sintomas associados com a depressão:

Sinais e sintomas psicológicos:

 tristeza persistente ou mau humor
 Pensamentos e sentimentos de inutilidade
 Sentimentos de auto-ódio
 Um sentimento de desesperança
 A sensação de impotência
 Sentir vontade de chorar
 Um sentimento de culpa
 Irritabilidade - mesmo as coisas triviais tornar-se irritante
 explosões de raiva
 A intolerância para com os outros
 dúvida persistente - achando muito difícil tomar decisões
 sentem que é impossível aproveitar a vida
 Pensamentos de auto-mutilação
 Os pensamentos de suicídio
 preocupação persistente
 ansiedade persistente


Sinais e sintomas físicos

 Os movimentos do corpo pode ser mais lentos do que costumava ser
 Problemas na focalização, tempo de concentração da pessoa pode ser reduzido
 A fala pode ser mais lento do que costumava ser
 Alteração dos padrões de ingestão alimentar, alterações do apetite - em geral, a pessoa come menos e perde peso. No entanto, algumas pessoas podem comer mais e ganhar peso.
 baixo desejo sexual
 A falta de energia, fadiga, cansaço - mesmo em pequenas tarefas é fácil sentir-se extenuado  ciclo menstrual da mulher pode mudar
 Inquietação
 dores inexplicáveis e dores , como dor de cabeça, dor nas costas ou problemas digestivos
 distúrbios de sono - o indivíduo pode achar que é difícil conseguir dormir ou acorda durante a noite e não consegue voltar a dormir. Estudos têm mostrado que mais de 80 % das pessoas que sofrem de depressão têm algum tipo de insónia. Hipersónia (sonolência excessiva) também é possível. Alguns medicamentos utilizados no tratamento da depressão podem causar insónia.


Sinais e sintomas sociais podem incluir:

 baixo desempenho no trabalho
 Fraco desempenho escolar
 Evitar manter contacto com amigos
 Abandono de interesses e hobbies
 Ter problemas familiares

Na depressão grave, o paciente pode apresentar sintomas de psicose - delírios ou alucinações (menos comum).